Governo aperta o cerco e clubes podem se enrolar com pagamento no Profut



Ao que parece, alguns clubes de futebol não querem aproveitar a chance de equacionar as suas dívidas. O Profut, programa que refinancia as suas dívidas com o governo, é um exemplo. A Apfut (Autoridade Pública de Governança do Futebol), que é ligada ao Ministério do Esporte, e que fiscaliza o cumprimento dos acordos, já começou a apertar o cerco contra àqueles que não estão de acordo com a Lei. Para piorar, parte dos clubes ignora o cronograma de refinanciamento da dívida, que possui um aumento progressivo em suas parcelas.

O deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ) é o relator do Profut. Crédito: Divulgação

O Profut foi criado para facilitar o pagamento das dívidas dos clubes de futebol com o governo. E quem aderiu, pôde ser contemplado com prazos de até 20 anos para quitar seus débitos, além de descontos generosos. Porém, o que alguns clubes não estão levando em conta é o fato de tais parcelas terem um percentual de desconto que vai diminuindo ano a ano.

Segundo informações da Apfut, nos primeiros dois anos, o desconto é de 50%; no terceiro e quarto ano, ele cai para 25%, no quinto e sexto é de 10% e do sétimo ano em diante, não há desconto nas parcelas.  Com isso, os clubes teriam um compromisso mensal de grande soma. E como a Apfut já iniciou um processo de acompanhamento desses pagamentos, a tendência, com o aumento progressivo das parcelas, é que os clubes tenham, cada vez mais, dificuldades de honrar seus compromissos com a União. Caso os clubes comecem a descumprir os acordos, eles podem até ser excluídos do programa e, dessa forma, ter de pagar integralmente e, de uma vez só, todos os seus débitos.

O deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ), que é relator do Profut, disse à coluna De Prima, que os clubes estão perdendo uma oportunidade ímpar de ajustar a sua situação financeira. Para o deputado, que incluiu no projeto, sem qualquer expectativa de que fosse aprovado, a questão dos descontos nas parcelas, é inacreditável que os dirigentes digam que as condições não eram conhecidas.

“As condições, de longe, são as melhores já estabelecidas para os devedores da União. Eles estão recebendo uma facilidade que, jamais, se repetirá na História do país. Todos já sabiam dessas diretrizes e, sinceramente, não vejo qualquer chance de uma outra oportunidade como essa, ainda mais na situação fiscal que o país vive hoje” explicou Otávio Leite.



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