Presidente do Fortaleza já vê ‘efeito Rogério Ceni’ e faz projeções para 2018



O presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, ao lado do técnico Rogério Ceni (Foto: Divulgação)

O intervalo entre a confirmação de que seria presidente do Fortaleza e o evento de apresentação do novo técnico do Leão durou uma semana. E não foi uma figura qualquer do futebol que adentrou ao gramado do Castelão ao lado do presidente Marcelo Paz. Era Rogério Ceni, um multicampeão como goleiro e que agora terá como missão comandar o Tricolor cearense. Cerca de 10 dias após esse evento que trouxe visibilidade ao clube e despertou, ao menos, curiosidade em relação ao Fortaleza, Marcelo Paz conversa com a De Prima. No papo, ele fala sobre as projeções para 2018 e os efeitos já notados da contratação de Rogério Ceni.

Analisando não só resultados, dá para dizer que o futebol cearense subiu de patamar? Teve o acesso do Fortaleza para a Série B e do Ceará para a Série A…
A gestão puxa o resultado em campo. A gestão profissional, que paga em dia, que valoriza o sócio-torcedor. Nada é por acaso. No caso do Fortaleza, já vínhamos por anos seguidos batendo na trave. Poderia até ter sido antes esse acesso, mas é fruto de gestão também. Olhando para o rival também, sabemos que eles fazem um bom trabalho. Ganha o futebol cearense. Não foi acaso que os dois times conseguiram acesso. Só que eles vão para a Série A e estão há três anos sem ganhar do Fortaleza.

Quais os fatores que levaram, na sua visão, o Fortaleza ao acesso? Especialmente na comparação com os outros anos…
Por três fatores, basicamente. O presidente anterior fez um trabalho de pacificação do clube, juntando todos os tricolores. Houve um perdão, inclusive, ao Clodoaldo, que hoje é um embaixador do Fortaleza. Criou-se um ambiante mais leve. Estava pesado em virtude dos oito anos de Série C. Neste ano, montamos um elenco com mais cara da competição. Tivemos um elenco que talvez fosse considerado mais fraco, mas foi o que subiu. O elenco é de garra, vontade e isso culminou com acesso. A terceira coisa é que buscamos cada vez mais tomar decisões de forma racional, não se basear na emoção. Até mesmo quando é para falar algo com o grupo.

O Fortaleza tem a noção de que está contratando o técnico Rogério Ceni e não o goleiro Rogério Ceni?
Eu estou contratando o treinador. Já foi contratado o profissional, que já participa da montagem do elenco. Tem mais de um modelo de jogo. Rogério Ceni foi um atleta extremamente vitorioso e ele quer vencer também como treinador. Contratamos o treinador que estudou na Inglaterra, que teve a experiência no São Paulo. Acredito muito na capacidade dele de gerir esse projeto.

Quais as primeiras impressões do trabalho dele? Mesmo sabendo que volta de vez agora só no final de dezembro…
Semana passada, tivemos ele aqui. É workalhoolic. Tem dias que a reunião ia até 1h30 da manhã. Todo mundo empolgado. Ele traçou perfis de jogadores e estamos buscando melhorias estruturais. Estamos fazendo ajustes no gramado, ele já pediu melhora na academia do clube… Já estamos trabalhando. Ele retornou a São Paulo, mas temos mantido contato frequente. especialmente em relação a contração de jogadores.

O clube tem “pernas” para almejar o que em 2018? Com o investimento disponível, vai dar para brigar nas cabeças?
Queremos montar um elenco para brigar na parte de cima das competições. Não vou prometer título e nem acesso. Mas a ideia é brigar. Hoje, o clube já quitou as obrigações com o elenco que subiu. Vamos iniciar o ano zerado em relação a isso. Há algumas dívidas pequenas de anos anteriores, mas já negociamos. Não é nada que atrapalhe o dia-dia do clube. Vamos em busca do patrocínio da Caixa e teremos a cota da Série B. O principal é o crescimento do sócio torcedor. Esperamos chegar a 15 mil no Estadual. Sobre a Caixa, é uma questão que já está bem encaminhada.

Muito se fala em falta de estabilidade para os técnicos. O cargo do Rogério vai correr risco se não vencer o Estadual?
O contrato é de um ano. O trabalho é projetado para um ano. Não deve ser interrompido em três ou quatro meses.

Sob o aspecto de marketing, já deu para notar algum efeito da contratação do Rogério Ceni?
Em termos de imagem, não há dúvida que a marca do Fortaleza ficou em visibilidade de maneira enorme. Recebi parabenização de pessoas do país inteiro, muitas nem ligadas ao futebol. Foi uma coisa que transcendeu. A imagem do Fortaleza expandiu muito. Já conseguimos um patrocinador, o refrigerante que vai patrocinar exclusivamente o Rogério. Estamos buscando uma marca para patrocinar as roupas que ele vai vestir. Temos 10 dias da coletiva dele. É um tempo curto e já nos deu alguns resultados.



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