Gritos homofóbicos nas Eliminatórias já geraram quase R$ 4 milhões em multas



O Tribunal Disciplinar da Fifa já aplicou 1,2 milhão de francos suíços (R$ 3,9 milhões) em multas nas Eliminatórias da Copa-2018 por conta de cantos homofóbicos dos torcedores. A maior incidência dos 51 casos é na América do Sul, onde 26 ocorrências foram registradas. Na “zona Conmebol”, as multas chegam a 615 mil francos suíços (cerca de R$ 2 milhões). Entre os sul-americanos, o Chile é quem mais tem ocorrências do gênero (nove), tendo perdido mando de campo.

Os torcedores chilenos já geraram 215 mil francos suíços (R$ 706 mil) em multas. O Brasil já foi condenado a pagar 90 mil francos suíços (R$ 295 mil). O advogado Eduardo Carlezzo, inclusive, é quem defende os chilenos na Fifa. “A entidade tem adotado uma política de tolerância zero quanto ao comportamento das torcidas na América Latina e está sancionando gritos que poderiam caracterizados como ‘grosseiros’, além daqueles mais graves relacionados a sexo, cor e origem”, avaliou.

O México é o “importador” desse tipo de conduta, especialmente nas cobranças de tiro de meta. Não é por acaso que os mexicanos já foram enquadrados 11 vezes pela Fifa e tiveram que pagar 150 mil francos suíços (R$ 493 mil). Como tentar atenuar isso no julgamento? “Mostrar que a federação está fazendo a sua parte realizando campanha pública de conscientização do torcedor”, comentou Eduardo Carlezzo.



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