Licenciamento vira argumento de CBF e clubes para minimizar liminar contra exigência de CND



A liminar que derruba a obrigação de apresentação de CND para disputar competições foi assunto entre os clubes e a CBF em reunião nesta terça-feira. A tática agora é mostrar que ninguém é contrário a métodos de controle das finanças, mas que isso seja feito por dispositivos criados pelas próprias organizações esportivas. A bola da vez para isso, neste caso, é o licenciamento de clubes.

O licenciamento estipula pré-requisitos para que os clubes recebam permissão para atuarem nas competições. E os critérios abrangem várias áreas, como organizacionais e estruturais. A declaração dada à coluna pelo presidente do Santos, Modesto Roma, exemplifica esse pensamento:

– A liminar não é um afrouxamento da seriedade do Fair Play Financeiro, mas sim um início para os próprios clubes trabalharem nisso. O próprio trabalho que estão fazendo sobre o licenciamento de clubes. É um trabalho sério, precisa ser valorizado. Não é que clubes e CBF não querem fair play financeiro. Queremos, sim – disse Modesto, que teve a companhia de dirigentes de outros cinco clubes.

Leco e Mauricio Galiotte representaram, respectivamente, São Paulo e Palmeiras na reunião. O emissário do Atlético-PR foi Mario Celso Petraglia, mesmo este estando afastado das funções de presidente do Conselho Deliberativo. Marcelo Sant’Ana representou o Bahia. O Coritiba também participou do encontro. Ao saírem, foram despedidos pelo diretor executivo de gestão da CBF, Rogério Caboclo.



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