Técnicos articulam pela redução de demissões no Brasil. Alguns cogitam até ‘boicote’



As discussões no círculo que abrange os integrantes da Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol (FBTF), no sentido de uma mobilização para reduzir as demissões de técnicos no futebol brasileiro, ficaram mais intensas desde a rodada da semana passada, quando quatro técnico da Série A foram demitidos. Por conta disso, a diretoria da FBTF entregou na CBF um pedido de reunião com o comando da entidade para tentar avançar na criação de dispositivos em regulamento que possam inibir a demissão desenfreada.

A pauta faz parte da Lei Caio Júnior, mas enquanto o texto não avança no Congresso Nacional, a intenção é que a CBF se antecipe e coloque alguma medida no papel. Só que, ao mesmo tempo em que se busca uma solução “republicana”, há uma parte dos treinadores que já defende uma espécie de boicote aos clubes que demitirem mais do que duas ou três vezes na competição. O assunto tem sido debatido no grupo de Whatsapp da FBTF, que conta com cerca de 130 membros, mas ainda não há chancela das lideranças da entidade.

Quem atua no mercado paulista com mais frequência vê com bons olhos que a CBF repita o que fez a Federação Paulista, que só referendou a troca de treinador no Estadual mediante apresentação de recibo que comprovasse o pagamento dos direitos trabalhistas do demitido.

Os treinadores têm consciência de que o direito de demitir, por outro lado, também não pode ser tirado dos clubes, mas a tentativa é criar um mecanismo para que os dirigentes pensem duas vezes antes de tomar as decisões de mandar algum “professor” para a rua. A CBF ainda não respondeu sobre o pedido de reunião da FBTF.



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