Dirigente do Flu reconhece excesso de jovens no elenco: ‘Ideal é ter mescla’



Marcelo Teixeira, gerente de futebol do Fluminense (Foto: Nelson Perez/Fluminense)

Marcelo Teixeira, gerente de futebol do Fluminense (Foto: Nelson Perez/Fluminense)

Marcelo Teixeira, gerente de futebol do Fluminense e responsável pelo setor de formação de jogadores, reconhece que há excesso de jogadores jovens no elenco, mas justifica citando situação financeira do clube e lesões graves durante a temporada tricolor.

Tudo bem que é importante usar o material produzido em casa, mas há uma preocupação no uso excessivo de jogadores da base durante a temporada do Fluminense?
Tudo na vida tem que ter um meio termo. Você não faz futebol só com meninos, como também não se faz só com veteranos. O ideal é ter uma mescla, com jovens e experientes, que possam dar a sustentação de um projeto. Lançamos o 20º jogador da base neste ano. Muito mais por necessidade financeira. É óbvio que existe um plano por trás, mas seriam dez jogadores. Ter 20 é muito. Mas o nosso planejamento é para que o Fluminense esteja entre as melhores categorias de base do Brasil. Se não a melhor, entre as principais.

Alguma possibilidade de mudança de política econômica nos próximos anos?
O objetivo de todo clube de futebol é ser campeão. Como ser campeão? Existem maneiras. Barcelona tem vários jogadores formados em casa e o Real Madrid compra vários jogadores. O que está acontecendo não é desejável. O Fluminense vive uma situação difícil. A realidade do Fluminense hoje é essa, dentro de um momento muito ruim de receitas, não tem outro caminho. É até para compensar as receitas de TV de outros clubes e também o pagamento de dívidas. O presidente atual comprou a ideia. Pelo menos nos próximos três anos vamos ter essa filosofia.

Quanto mais jovem o jogador é lançado e corresponde, maior é o assédio do mercado sobre ele. Qual a estratégia para evitar a perda em massa de talentos?
É uma questão normal, inerente. Jogador jovem, com qualidade, é mais do que normal que o mercado assedie. Mas trabalhamos de maneira clara, correta, transparente, com contratos firmes e projeto de médio prazo. Tentamos sempre fazer a avaliação do que é melhor para o clube e também para o jogador.

Ao lançar tanta gente cedo, existe a preocupação por causa da queima de etapas? Como lidar com isso?
Claro que essa é uma preocupação real. Tratando-se de ser humano, você nunca sabe se o cara está preparado ou não. Temos um treinador experiente, que é o Abel, um gerente que vivenciou no Fluminense essa passagem da base para o profissional. Eles estão sempre avaliando e conversando com os meninos para evitar que o lançamento não se dê em um momento no qual ele não está preparado, mas sabemos que isso pode acontecer.

Você mesmo reconhece que a muitos jovens, mas há um cronograma para que mais garotos subam e fiquem à disposição do Abel?
O Fluminense passa por um momento, além da questão da restrição financeira para contratar jogadores, com muitos atletas sofrendo contusões graves. Perdemos uma grande quantidade e houve a necessidade de subir jogadores. Mas acho que chegamos a um momento, com metade da temporada, em que, se subir, vai ser um ou dois. É mais fácil chegar alguém.

Do ponto de vista do clube e de quem está há muito tempo cuidando dos jovens, como está a relação com a CBF, já que a entidade não tem, no momento, um coordenador de base, já que Erasmo Damiani foi demitido no começo do ano?
A CBF ainda não definiu quem vai ser o substituto do Damiani. Ele era um interlocutor com os clubes no assunto da base. Os clubes estão seguindo o trabalho que é realizado e aguardando quem a CBF vai colocar à frente da base. Não vou dizer o que é ruim ou o que não é para não polemizar, mas esperamos que a CBF defina um coordenador para termos esse canal aberto clubes-CBF em termos de divisão de base.



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