‘Não dá para imaginar um Maracanã sem jogos’, diz secretário de Esporte do Rio



Thiago Pampolha é secretário de Esporte do Rio (Foto: Rafael Wallace/Alerj)

Thiago Pampolha é secretário de Esporte do Rio (Foto: Rafael Wallace/Alerj)

Secretário estadual de Esporte do Rio, Thiago Pampolha fala sobre projetos em um estado em crise financeira e os rumos do Maracanã. Ele diz que, nos bastidores, empresas mostraram interesse na gestão do estádio e não crê em abandono futuro.

Levando em conta a crise financeira do estado, está conseguindo implementar programas da forma como imaginava quando assumiu a pasta?
Em relação à minha expectativa, ela era bem pequena, por conta de toda situação financeira nossa. Acho que estamos superando a expectativa, conseguindo fazer coisas que eram uma vontade minha inicial, que achei que não conseguiria, mas estão saindo graças a parcerias, vínculo com prefeituras e governo federal.

A Secretaria já recebeu o Júlio de Lamare de volta da Rio-2016?
Vai ter uma recepção oficial do Júlio de Lamare, ainda não tem data. Estamos negociando para fazermos um projeto conjunto, com município e governo federal. Cada um dando contribuição para colocarmos projetos sociais em funcionamento em várias esferas, não só na natação.

Qual o retorno que vocês recebem da Casa Civil em relação ao futuro do Maracanã?
O retorno é que foi confirmada a nova licitação. Estão definindo a regra do edital para que seja o mais justo possível, sem comprometer ou prejudicar alguém que possa ser importante dentro do contexto. Não temos data ainda para colocar na rua, mas pretendemos licitar ainda este ano.

Mas há risco de entrar no ano eleitoral com essa situação sem ser resolvida?
Não posso precisar sobre esse risco, mas acreditamos que não e vamos trabalhar duro para isso. Farei a minha parte no Esporte, mas a Casa Civil está trabalhando para isso.

Quando o tour do Maracanã foi reaberto, o discurso era de satisfação pelo fato de os clubes estarem usando o estádio com frequência. Mas, agora, eles já “se viraram” em casas mais baratas. Isso preocupa?
Deixa preocupado, porque o Maracanã não pode deixar de ter espetáculo. Não dá para imaginar um Maracanã sem jogos. O nosso trabalho árduo vai ser, independentemente das casas dos clubes, estabelecermos uma agenda no maracanã. O estádio ficou economicamente inviável em alguns casos, mas nosso trabalho é estabelecer o consenso, o diálogo e tentar chegar a um denominador comum financeiro para que os jogos sejam realizados no Maracanã. Não é simples, é árduo, mas é nossa missão.

Thiago Pampolha, secretário estadual de Esporte do Rio (Foto: Reprodução)

Thiago Pampolha, secretário estadual de Esporte do Rio (Foto: Reprodução)

Não vai virar elefante branco?
Não é um risco virar elefante branco porque o Maracanã tem vocação de eventos, além do futebol. Vamos tentar trabalhar na viabilização de eventos. Tudo fica mais delicado quando tem uma empresa na gestão do equipamento. Temos que ficar permanentemente no diálogo. Acho que é possível estabelecer agenda, viabilizando ganho financeiro para a empresa – é isso que eles visam, o lucro – mas também dar utilidade ao Maracanã. O principal é o futebol. Mas, já que há essa defasagem, temos que ocupar de alguma forma.

Mas essa ideia de eventos é para agora, com a Odebrecht ainda na gestão?
Já para agora. É sentar, conversar, levar oportunidades, aproximar o atual concessionário para os eventos. É importante o Maracanã ter portas abertas, para que as pessoas tenham noção do que acontece lá dentro. Assim, ele se deteriora menos, é melhor preservado. Se virar um presídio no lado de dentro, não temos acesso e as coisas vão se perdendo. Não podemos correr esse risco. O Estado tem direito a bloqueio de datas. Algumas oportunidades são direcionadas a nós. Mas não vamos ficar só como receptor. Vamos partir para o enfrentamento de buscar alguém que tenha um bom projeto na mão, já que temos o palco adequado.

E se não aparecer interessado na licitação?
Dificilmente não vai aparecer. Informalmente, com base nos números ventilados, está tendo alguma comunicação de interesse já.

E os clubes? Como está o papo? A última foi na audiência pública e com bate-boca…
Acho importante estabelecer uma agenda de discussão muito mais saudável do que aquela. Não podemos estabelecer na mesa de conversa uma guerra de egos e briga entre presidentes de clubes e sim estabelecer discussão construtiva sobre o futuro do Maracanã. Novas reuniões vão ser convocadas quando precisarmos de um feedback sobre o que é melhor para o edital.

Se der tudo errado, o governo assume o estádio de novo?
Se depender do secretário de Esporte, sim.



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