Em defesa no MP, CBF diz que só os clubes podem questionar mudança em seu estatuto



A CBF apresentou nesta semana sua defesa no inquérito do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) que apura descumprimento à Lei Pelé na Assembleia que alterou o estatuto da entidade, em março. O argumento da CBF é que só os clubes podem questionar a validade ou não da mudança em seu documento. O inquérito no MP-RJ foi instaurado após representação feita pelo deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ), relator do Profut, que pediu o cancelamento da Assembleia pela não convocação dos clubes.

Na ocasião, a CBF aumentou o número de clubes em seu colégio eleitoral com a inclusão dos times da Série B, mas deu maior peso no voto das federações estaduais, o que manteve o poder nas mãos das entidades. A defesa da CBF foi entregue no MP-RJ na última terça-feira.

Apesar do argumento, pesa contra a entidade que comanda o futebol brasileiro o fato da não convocação dos clubes constar na ata da Assembleia, o que descumpre norma da Lei Pelé aprovada no Profut. Segundo informações da coluna, esse fato faz do inquérito ser um “caso sem maiores complexidades” (leia mais aqui).



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