Dependência financeira do São Paulo em venda de atletas é ‘perigosa’, aponta estudo



O São Paulo é o clube brasileiro que mais arrecadou dinheiro com a venda de jogadores nos últimos anos ultrapassando a marca de R$ 500 milhões na soma desde 2010. Apesar dessa verba ter ajudado o clube a colocar as contas em dia, a gestão sustentada com a negociação de atletas é “perigosa”. Quem aponta é o Itaú BBA em estudo sobre a situação financeira dos 27 maiores clubes de futebol do país que foi divulgado há duas semanas.

Na análise financeira sobre o São Paulo em 2016, o banco destaca o crescimento que o clube obteve nas principais fontes de receita, como direitos de transmissão, patrocínio e venda de atletas. Entretanto, aponta que há uma “dependência perigosa” nas negociações de seus atletas.

“Se por um lado é inegável que as receitas cresceram bem, por outro este crescimento está sustentado nos níveis mais elevados por conta de vendas constantes e vultosas de atletas. (…) Prática perigosa e arriscada. Cortar custos e investimentos é o melhor caminho, no lugar de sobreviver de comércio”, diz o texto sobre o clube do Morumbi.

Só neste ano, o São Paulo fechou quatro grandes vendas de jogadores: David Neres por R$ 50,7 milhões por 80% dos direitos do atleta; Luiz Araújo por R$ 38 milhões, sendo que o clube detinha 70% dos direitos; Maicon por R$ 29,3 milhões; e Thiago Mendes por R$ 34 milhões em que o São Paulo ficou com 80% do valor.

Com essas negociações, o Tricolor já soma mais de R$ 130 milhões em receitas com venda de jogadores apenas neste ano. Dessa forma, o clube já ultrapassa os R$ 570 milhões arrecadados com a negociação de jogadores desde 2010, já que até o final do ano passado, o São Paulo liderava o ranking dos maiores vendedores de atletas com R$ 437,4 milhões, segundo levantamento do Itaú BBA.



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