‘Com a crise, temos que fazer mais com menos’, diz executivo de marketing do COB



Executivo do Comitê Olímpico do Brasil (COB) fala sobre a nova campanha da entidade lançada na última sexta-feira e que dá início à comunicação do Time Brasil para o ciclo olímpico até os Jogos de Tóquio-2020, do objetivo de aproximar os atletas do torcedor brasileiro e o impacto da crise da economia do país no marketing do COB.

O que o COB pretende com a nova ação para o Time Brasil lançada na última sexta?
Essa ação marca o início da nossa comunicação para o ciclo olímpico até 2020 e toda a estratégia será focada em aproximar os atletas do torcedor explorando os valores da marca Time Brasil construído no que os próprios atletas carregam. Todo mundo tem um pouco de Rafaela Silva (judô), do Alison (vôlei de praia), do Arthur Nory (ginástica)… Se conseguirmos criar essa união, vamos chegar mais fortalecidos no Japão, em 2020.

Como será a divulgação dessa campanha?
Fechamos uma parceria nova de patrocínio com a administradora de shoppings Aliansce e vamos lançar a campanha com uma exposição de fotos com os atletas brasileiros no Shopping Leblon, no Rio, com a presença confirmada de vários medalhistas olímpicos. A data escolhida deve-se ao Dia Olímpico que é comemorado em 23 de junho. Essa exposição será levada para outros 19 shoppings pelo Brasil e as fotos têm uma linguagem jovem para dar uma imagem revigorada. Vamos ter também um comercial no SporTV, anúncios em aeroportos em parceria com a empresa de mídia JCDecaux, e vídeos curtos sobre a história dos atletas nas redes sociais.

Na ação estão 13 medalhistas olímpicos como Rafaela Silva, Bruninho e Isaquías Queiroz. Está prevista a participação de outros atletas na campanha?
Esse é um primeiro grupo com medalhistas e campeões olímpicos, que têm a cara de novos ídolos do esporte. Foi a primeira escolha e a ideia é ter outras ações ao longo do ciclo olímpico, como ter uma campanha voltada ao Pan de 2019, ou até mesmo para os Jogos de Inverno.

O que mais abrange essa estratégia?
Além dessa campanha, vamos realizar o Festival Time Brasil por várias regiões do país. Em parceria com a SRCOM, que foi a responsável pelas cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Rio-2016, faremos uma série de eventos em grandes cidades que vão envolver desde clínicas esportivas a ações de entretenimento, além de contar com a presença de atletas. Um exemplo, será o Festival Tatame focado em modalidades de lutas como judô, karatê e taekwondo.

Você falou que o objetivo é aproximar os atletas dos torcedores e reforçar a marca Time Brasil. Isso já não foi atingido com os Jogos Rio-2016?
Os Jogos no Brasil foram essenciais para paramentar esse interesse pelo esporte olímpico tanto que fez a página do COB se tornar a segunda maior entre os comitês olímpicos com 2,45 milhões de seguidores ficando atrás apenas dos EUA. Mas esse interesse tem que continuar acontecendo e por isso do lançamento da campanha com esse foco. Não somos um país de um esporte só e sim um país olímpico.

Qual foi o investimento do COB nessa ação para o Time Brasil?
Não falamos valor. Mas essa foi uma campanha bem simples, com a produção feita toda em um hotel. O investimento mínimo deve-se às parcerias que fizemos e o foco no digital pois o público que queremos atingir está na internet.

A verba de publicidade do COB deste ano é maior ou menor que a do ano passado?
O foco de investimento do COB está nos atletas, seja nos centros de treinamentos ou capacitação de profissionais como os treinadores. Perto disso, a verba de publicidade é bem menor mas não sei dizer se é menor ou maior que a de 2016. Posso dizer que mudamos nossa “pegada” e agora queremos fazer mais com menos, até pelo momento de crise do país. Para isso, temos que ter um bom plano comercial e um bom produto.

Em relação aos acordos de patrocínio do COB, houve impacto com a crise e o fim da Rio-2016?
Nosso planejamento comercial tem sido um sucesso pois assinamos o 4 contrato desde a Rio-2016 que foi com a Aliansce para o Festival do Time Brasil. Em breve, vamos anunciar a nova marca de material esportivo cujas negociações estão em fase final. Isso mostra que os planos estão dando certo. Esse ano, ainda vamos usar a Nike apesar do contrato ter terminado em dezembro e o novo acordo valer a partir de 2018.



MaisRecentes

Nuzman está inclinado a se explicar na Câmara sobre escândalo



Continue Lendo

CBV visita cidade que pode receber seleções de vôlei nos Jogos de 2020



Continue Lendo

Botafogo deixa a Libertadores com R$ 13,4 milhões pela participação



Continue Lendo