‘Eliminação da Libertadores não atrapalhará as finanças do Flamengo’, garante vice-presidente do clube



Responsável pelas finanças do Flamengo, Claudio Pracownik fala em entrevista à coluna sobre o impacto da eliminação precoce da equipe na Libertadores, dos ganhos que o Rubro-Negro teria com estádio próprio e da verba que o clube recebeu pelos contratos de TV, que representou mais de 50% de toda receita obtida em 2016.

Qual o impacto da eliminação do Flamengo na primeira fase da Libertadores?
Para todo campeonato tem que ter um plano conservador, não pode contar que será campeão. Adotamos sempre o princípio do conservadorismo. É claro que o público e renda na Libertadores são maiores que nos jogos da Sul-Americana, mas não que isso seja um fator que irá atrapalhar as finanças do clube. O plano de receita com público é uma média entre todos os torneios. O maior prejuízo é desportivo, pois fica a tristeza da eliminação.

Mas há o prejuízo dos prêmios pagos nas fases finais. Isso estava nos planos?
Há muitas variáveis sobre as receitas e é muito simplista falar que o Flamengo teve um enorme impacto financeiro com a eliminação na Libertadores. Se tivesse um estádio próprio, aí sim o prejuízo seria muito maior no planejamento.

Por falar em estádio, como avalia o fato do Flamengo não ter tido um local fixo para atuar no Rio em 2016?
Na medida que o Flamengo não possui um estádio próprio isso impede a exploração comercial do local. O impacto não foi tão grande pois conseguimos encher os estádios onde jogamos. Mais que financeiro, o impacto maior foi logístico e desportivo para a equipe por conta do cansaço dos atletas. Mas se pensar no futuro, se efetivamente tivéssemos um estádio próprio para poder explorá-lo, aí sim a vantagem seria grande financeiramente.

Hoje, mesmo que temporário, o estádio do Flamengo é a Arena da Ilha. O que está sendo feito para essas novas receitas?
Vamos ter redução de despesas e ganho logístico. Mas o estádio ainda não permite a exploração comercial, como venda de lojas, e o número de cadeiras especiais é pequeno. O principal fator é a redução das despesas e aproveitar melhor a renda gerada com público. Uma possibilidade é o naming rights ou algum patrocínio para a Arena, mas o objetivo com o estádio é a redução das despesas.

Sobre o Maracanã, o Flamengo já tem uma proposta para a nova licitação do estádio?
Temos que esperar o edital, só aí que poderei formular uma proposta. O que posso dizer é que conhecemos a fundo o Maracanã e o custo de operar um estádio desse porte. Temos estudado as possibilidades de exploração de receita e a partir da configuração do edital, nós vamos apresentar a nossa proposta, que pode ser sozinho ou com parcerias. Mas o Flamengo tem competência para administrar o Maracanã e consegue apresentar todas as garantias para administrá-lo. O Maracanã é um estádio viável para o clube e não tenho dúvida disso.

Qual o custo estimado pelo Flamengo para administrar o Maracanã?
Não consigo dizer agora pois não sei o que o edital irá apresentar. Preciso saber quais ativos poderemos explorar ou não, como ter o Maracanãzinho incluído ou não. Ou se poderá ser utilizado para eventos ou não. Então, qualquer valor que eu falar agora será mera especulação.

No balanço financeiro de 2016, receitas com contratos de TV foram mais de 50% do total. Isso não vai pesar neste ano?
Todo ano tem algo excepcional. Já foi o Profut, agora foi a TV, pode ser venda de jogadores como estão especulando. O importante é que o Flamengo cresce consistentemente. Em 2016, o superávit foi de R$ 150 milhões, mas desde 2013 o superávit médio é de R$ 50 milhões. E o clube tem reduzido sua dívida em uma média de 15% ao ano. Então, essas questões como a grande receita obtida com TV em 2016 são excepcionais. O que temos que fazer é trabalhar de forma coordenada e consistente ano a ano.

Em 2016, a folha salarial do time foi de R$ 115 milhões. Aumentou para este ano?
Ainda não, estamos dentro do orçado para o ano. Se houver novos reforços poderemos ter um aumento e, ultrapassando o orçamento, vamos levar para o Conselho de Administração. Mas o fato é que chegaram jogadores mas também saíram outros. E costuma-se olhar apenas para os grandes jogadores mas temos aproveitado bem a base também. O que aumentou de 2015 para 2016 foi o investimento em novos jogadores, que quase dobrou. Mas olhamos o orçamento como um todo, estamos absolutamente em linha com o planejado para a temporada.



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