Vice do City vê Gabriel Jesus com potencial para virar astro: ‘Talento e personalidade’



Damian Willoughby, vice-presidente sênior de parcerias do Grupo City (Foto: Lucas Figueiredo)

Damian Willoughby, vice-presidente sênior de parcerias do Grupo City (Foto: Lucas Figueiredo)

Damian Willoughby é vice-presidente sênior de parcerias do City Group, dono do Manchester City, New York City e mais dois clubes. Após participar de evento na CBF, ele falou à De Prima sobre estratégias para o Brasil, disputa por popularidade no mercado e como Gabriel Jesus pode ser útil.

Dinheiro compra paixão?
Não tenho certeza se pode comprar paixão. Mas, se você olhar no esporte moderno, seja futebol, Fórmula 1, NFL, algum esporte grande, há correlação direta entre investimento e sucesso. Então, essa é a razão de o nosso modelo de negócio estar criado nesse círculo virtual de investimento, que, esperamos, nos fará ter sucesso. Cresce nossa audiência e aumenta as receitas para podermos investir novamente nas nossas propriedades de futebol. Então, ajuda a ter sucesso se você tiver recursos do seu administrador.

O Manchester City ainda é um clube relativamente novo entre os grandes. Ainda é uma estrela crescente. Como vocês se posicionam diante disso?
É interessante. O sheik Mansour comprou o Manchester City em 2008. Nós tivemos um desafio para a marca, tivemos que competir com marcas muito maduras no mundo do futebol, que tiveram sucesso por um longo período de tempo e desfrutaram o benefício desse sucesso comercialmente. Então, estamos tentando fazer as coisas diferente, pensando de forma inovadora sobre o esporte, o marketing esportivo, desenvolvimento do futebol. Essa liberdade para fazer as coisas de forma diferente nos proporcionou um crescimento rápido. Esperamos que, já no nível de algumas dessas marcas de sucesso, continuemos a ter crescimento.

Qual o papel do Brasil no projeto de internacionalização do Man City?
Brasil e a América do Sul, geralmente, são mais interessados nas ligas onde os talentos vão com mais frequência, como Espanha e Itália. Estamos começando a ver agora uma entrada maior de jogadores brasileiros na Premier League, eles acrescentaram muito. Para nós, a aquisição do Gabriel Jesus nos dá uma janela interessante para, aproveitando o sucesso dele, estabelecer presença maior, mais torcedores, audiência maior. Acho que vamos crescer em relevância estratégica. Esperamos muito sucesso com Gabriel.

Acha que o Gabriel Jesus será um astro como Neymar já é hoje para os brasileiros?
Acho que todo superstar do esporte é feito, fundamentalmente, pelo que ele faz dentro de campo ou quadra. Ele precisa ter sucesso, marcar gols, conquistar troféus. Para o bem do Manchester City e da Seleção Brasileira, ele tem grande talento. Ele tem ética de trabalho e comprometimento para ter sucesso. Acho que, combinando isso com o talento, ele fica em uma boa posição para ir bem. A personalidade dele é sorrir, ter carisma. Ele pode ser importante para o marketing, não só no Brasil, mas no mundo. A combinação de talento com personalidade pode transformá-lo em um astro do marketing.

E o quanto Pep Guardiola acrescentou?
Ele elevou o perfil do nosso clube e do grupo. Ele é muito respeitado, não só pelo que conquistou no Barcelona e no Bayern, mas pelo estilo de jogo, filosofia, princípios. Vimos crescer muito o interesse no clube globalmente pela reputação dele. Ele é maravilhoso para nós. Esperamos que o sucesso dele venha em Manchester.

O quanto é difícil competir não só com o rival United em Manchester, mas também no mercado asiático?
Há um número de clubes fortes na Ásia, porque fizeram um trabalho forte lá por um longo período de tempo. Pelo que temos visto, os fãs de futebol da Ásia têm passado a seguir o Manchester City por causa do sucesso recente que tivemos no campo, mas também porque eles são mais “promíscuos”, no sentido de torcerem para um número maior de times ao mesmo tempo. Em Singapura, se você perguntar, eles dizem que gostam do City, do Milan, Bayern… O apoio deles é mais maleável. Se tivermos sucesso, nossa torcida vai aumentar. Temos 400 milhões de fãs no mundo, 210 milhões baseados na Ásia. Então, é uma ótima oportunidade para fazer crescer o interesse.

Quais jogadores são os “rostos” do clube?
Alguns são a fundação, como Vincent Kompany, Yaya Touré, Kun Agüero… Esses jogadores tiveram presença consistente e foram grandes fatores para o nosso sucesso. No ponto de vista do marketing, esses são os que as pessoas mais reconhecem e se conectam. Mas temos um bloco interessante de jogadores jovens.



  • Campeão do Século

    EU VEJO A SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS NO CAMINHO TRILHADO PELOS CLUBES EUROPEUS, O CLUBE SE PROFISSIONALIZOU, NÃO HÁ MAIS ESPAÇO PARA AVENTUREIROS E OS FRUTOS JÁ ESTÃO SENDO COLHIDOS. VEJO COMO NOSSO OBJETIVO A MÉDIO PRAZO DISPUTAR DE IGUAL PARA IGUAL COM OS GRANDES DO FUTEBOL EUROPEU.

    AVANTI PALESTRA – MINHA RELIGIÃO

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