‘Estadual compensa muito para os clubes’, diz presidente da Federação Mineira



Castellar Neto e o presidente da Fifa, Gianni Infantino (Foto: CBF)

Castellar Neto e o presidente da Fifa, Gianni Infantino (Foto: CBF)

Presidente da Federação Mineira, Castellar Neto está com moral na CBF. O dirigente diz nesta entrevista que os Estaduais valem a pena para os clubes, comenta mudança no estatuto da entidade comandada por Del Nero e fala sobre relação com o Cruzeiro, que vive recordando o histórico atleticano dele.

Neste domingo, Galo e Raposa decidem mais uma vez o título mineiro, com presença de torcida cruzeirense no Independência.

Sente que sua força política aumentou nos últimos tempos dentro da CBF?
Todas as federações estaduais são muito respeitadas pela CBF. Em relação a Minas Gerais, não poderia ser diferente. Estamos falando de um dos principais estados do país, que ganhou todos os títulos mais importantes, nos últimos cinco anos.

Tem a pretensão de ser vice da CBF?
No momento, meu pensamento é continuar realizando uma boa gestão à frente da Federação Mineira. Questões referentes às eleições da CBF serão tratadas mais à frente.

Vai tentar reeleição em 2018?
Qualquer eleição majoritária envolve uma série de fatores, avaliados no momento adequado.

Já teve a primeira atuação como membro da comissão de players status da Fifa?
Já realizamos uma reunião presencial e outros tantos contatos por meio da internet. Estamos realizando cursos à distância, para maior capacitação. A impressão é a melhor possível. Espero corresponder à altura a confiança que me foi depositada, pelos próximos quatro anos.

O Cruzeiro frequentemente te dá uma alfinetada por ser torcedor do Atlético-MG. Em cidade com dois times grandes é algo mais sério do que no Rio e em São Paulo, por exemplo. Como lida com isso?
Todos aqueles que gostam de futebol cresceram torcendo por algum time. Obviamente, isso jamais influenciou qualquer decisão minha à frente da Federação. É importante encarar as manifestações dos filiados com tranquilidade e tomar decisões com bastante responsabilidade.

Os Estaduais são a galinha dos ovos de ouro das federações, mas eles, do tamanho que estão, compensam para os clubes?
Muitos criticam, sem a devida informação. As cotas de TV são muito expressivas. Em Minas, estamos falando de quase R$ 40 milhões para apenas 15 datas, só no que se refere à verba dos direitos de TV. Além disso, temos patrocínios, publicidade e bilheteria. Compensa muito para os clubes e os campeonatos são feitos justamente para eles.

E a torcida única em clássicos?
Sou absolutamente contrário. Minha vontade é que, se for possível do ponto de vista da segurança pública, tenhamos sempre torcidas divididas, 50% a 50%.

A FMF não teve lucro exorbitante, mas teve superávit nos últimos três anos. Como as federações podem “sair da pindaíba”, além de cobrar taxa da bilheteria dos clubes?
Temos que buscar recursos com muito trabalho e criatividade. Além do percentual sobre a bilheteria, temos patrocínios e uma parte do contrato da televisão. É o suficiente para se realizar uma boa gestão.

Não é uma relação meio “parasita”?
De forma alguma. Só em Minas, temos hoje 89.013 atletas inscritos. São mais de 150 ligas de futebol amador, nos nossos 853 municípios. Em 2016, a Federação organizou, supervisionou ou fomentou 654 campeonatos. Isso mesmo, campeonatos. É do interesse dos grandes clubes que toda essa engrenagem funcione, até para que tenhamos frequente formação de talentos.

Como lidou com o princípio de revolta dos clubes que apareceu após a mudança do estatuto da CBF?
Alguns criticaram a reforma sem conhecerem exatamente o que foi feito. Depois de terem as informações, todos aplaudiram os avanços. Tive o privilégio de fazer parte do Comitê de Reformas da CBF. Houve grande evolução. Hoje temos um Código de Ética e a exigência de concorrência privada para a aquisição de bens e serviços. Foi adequação às novas tendências de transparência e conformidade.

Qual sua visão sobre o ajuste dos votos no colégio eleitoral da CBF?
No Brasil, as Federações representam 1.117 clubes. Por isso, devem ter representatividade. Antes, 20 clubes representavam 42,5% do colégio eleitoral. Hoje, os 40 clubes representam, com os pesos 2 e 1, os mesmos 42,55%. Foi a própria legislação, que acresceu os clubes da Série B ao colégio eleitoral, que possibilitou a fixação de pesos, de 1 até 6. A CBF é a única confederação brasileira onde os clubes participam das eleições.



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