Reavaliação de imóveis evita déficit da Ferj em 2016



Rubens Lopes, presidente da Ferj (Foto: Úrsula Nery/Ferj)

Rubens Lopes, presidente da Ferj (Foto: Úrsula Nery/Ferj)

A Federação de Futebol do Rio (Ferj), segundo balanço aprovado na sexta-feira, teve um superávit de R$ 8,4 milhões em 2016. A entidade, apesar de ter obtido mais receitas do que no ano anterior, escapou do déficit no ano passado graças a uma reavaliação de imóveis.

O ganho com a “mensuração a valor justo” foi de R$ 19,4 milhões, impulsionando o resultado financeiro da Ferj. Se não houvesse a reavaliação, o saldo do exercício seria negativo – após despesas financeiras, tributos e o Profut – em R$ 10,9 milhões.

É que a contabilização das despesas da Ferj também acabou mostrando aumento significativo no quesito “tributos e encargos sociais”. Coisa antiga, mas tem explicação. Em janeiro de 2016, ficou definido um parcelamento em 84 meses de uma dívida da Ferj pela ausência do recolhimento de Imposto Sobre Serviços (ISS) em algumas operações feitas em 1995, 2006 e 2007. E isso entrou no balanço da entidade, com uma conta que ficou em R$ 8,3 milhões em 2016.

Na lista de irregularidades do passado estão, por exemplo, ausência da emissão de nota fiscal para partidas disputadas no Maracanã, não recolhimento de ISS sobre receitas relativas aos serviços de intermediação dos contratos firmados entre clubes e emissora de TV e até ausência de comunicação de alteração de endereço.

As despesas operacionais também não contribuíram para um resultado tão folgado para a Ferj em 2016. A entidade registrou um aumento de quase R$ 5 milhões nos gastos, saindo dos R$ 19,7 em 2015 para os R$ 24,4 milhões em 2016. A Ferj tirou mais dinheiro do bolso para bancar despesas administrativas e com pessoal.

Antes da apuração de Profut, ISS e resultado financeiro, o saldo da Ferj até ficou positivo em R$ 1,7 milhão.

RECEITA MAIOR

Mas nem tudo é negativo na prestação de contas da administração Rubens Lopes, já que a entidade conseguiu aumento na arrecadação. O salto foi de R$ 23,4 milhões, em 2015, para R$ 26 milhões, em 2016. Direitos televisivos e comerciais impulsionaram as receitas (indo de R$ 5,4 milhões para R$ 8,78 milhões), apesar de o rendimento com patrocínios ter caído (de R$ 8,42 milhões para R$ 7,75 milhões). A arrecadação com bilheteria e renda de jogos ficou quase estável, com uma redução de R$ 700 mil um ano para o outro.

As contas da Ferj foram aprovadas na sexta-feira, em assembleia geral que não contou com a presença dos representantes de Flamengo e Fluminense.



  • Claudio

    LARAPIOS!

  • Julio Cezar Carvalho

    Eu não me conformo em ver Federações Estaduais ganhando dinheiro com televisão, quando elas na realidade não fazem nada para merecer esta receita.

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