Presidente do Bahia defende alinhamento entre clubes e analisa relação com a Globo



Marcelo Sant'Ana, presidente do Bahia (Foto: Reprodução/Twitter)

Marcelo Sant’Ana, presidente do Bahia (Foto: Reprodução/Twitter)

O Bahia está em busca de diálogo. O clube, por exemplo, passou a fazer parte de um bloco (formado por cinco que assinaram com o Esporte Interativo) para negociar os direitos de TV com a Globo e, em outra agenda, participou do pontapé inicial do debate dos clubes sobre a recente reforma do estatuto da CBF. Não é à toa que o presidente do clube baiano, Marcelo Sant’Ana, em entrevista à De Prima, defende uma articulação maior dos clubes, a exemplo do que ocorre entre as federações. A palavra-chave citada por ele é maturidade para que o fórum de debates se perpetue, trazendo um fortalecimento político.

Qual sua opinião sobre o modo como a CBF mudou o estatuto, dando mais peso às federações, apesar de incluir a Série B?
Entendemos que adequação do estatuto é natural, querer modernizar, mas o caminho é que não foi o ideal. Entendemos que foi criado um Comitê de Reformas, no qual vinham acontecendo debates. A participação dos clubes foi mínima. Assembleia sem a participação dos clubes não é o caminho ideal. Todo torcedor torce para algum clube, temos que ser escutados. E clubes de todas as Séries. Temos o direito de contribuir, participar. A adequação é positiva, mas o caminho não foi o ideal.

Além da reforma do estatuto da CBF, qual o intuito da discussão que você participou com alguns presidentes, em São Paulo, na sexta-feira?
Foi uma primeira reunião, para ouvir como cada um vê a agenda de clubes. O objetivo maior é conseguir dialogar mais vezes. Isso vai ser benéfico para a relação dos clubes. Nos batemos por uma questão ou outra. Dentro de campo, a rivalidade sempre vai acontecer, a disputa pelo resultado é natural. O que queremos é, fora de campo, ter maturidade. Temos que nos posicionar de maneira mais firme, de maneira mais segura. Tomara que consigamos criar um fórum de discussão.

Falta articulação entre os clubes?
Bastante. Os clubes têm que conversar muito mais. Os clubes conversam muito pouco. Só conversam para contratar um jogador de outro. Temos temas estratégicos, macro, importantes para debater do que apenas contratar atletas. Temos que amadurecer. É na conversa que você diminui as diferenças. Sabemos que as federações no Brasil têm um alinhamento grande. Os clubes também precisam ter isso.

O Bahia também está em outro grupo (com Atlético-PR, Santos, Palmeiras e Coritiba), que é para discutir com a Globo a situação da TV. Como está o andamento?
Estamos no caminho para formalizar o G5. O objetivo específico é discutir a TV aberta e pay-per-view para o período de 2019 a 2024. É algo bem específico. Temos interesses em comum. Criamos essa questão de G5 porque foram os cinco que mostraram afinidade. Não é porque é “G5” que está vetada a entrada de mais pessoas. Se pudermos ter G40, melhor. O importante é discussão e exposição de divergências para irmos com uniformidade para o mercado.

Como ficou a relação com a Globo entre os que fecharam com o Esporte Interativo?
Temos uma relação boa com a Globo. Teve gente da Globo lá no clube discutindo questão do Premiere, avanços, extensão de marca do clube, para potencializar propriedades. A Globo nos procurou saber se quer negociar de forma individual ou coletiva. Por isso surgiu o G5. São discussões normais, cada parte buscando interesse, ponto de vista. É bom para o mercado. Todo mundo tem entendido melhor TV aberta, fechada, streaming… Hoje, por causa da concorrência sobre os direitos de TV, o público está evoluindo também. A Globo é empresa madura. Ela faz o papel dela e nós o nosso.

E o que pensam em propor à emissora?
Com a chegada de um concorrente, a Globo refletiu sobre o modelo de distribuição (e passou a adotar 40%, 30%, 30%). Já é melhor que o anterior. O que pretendemos dentro do G5 é ampliar o debate sobre os direitos de TV aberta. Queremos entender a proposta e também discutir o pay-per-view, porque a divisão vigente é 62% para Globo e 38% para os clubes. Deveríamos ter um percentual maior. Esse modelo foi criado ainda no lançamento. Dentro do PPV, queremos que haja equilíbrio maior na divisão. A pesquisa (que é feita para divisão entre os clubes dos 38%) nunca agradou. Sempre há questionamentos sobre a metodologia nas reuniões. Ninguém questiona a lisura de Ibope e DataFolha, mas a mecânica que é implementada. Entendemos que deve ter um equilíbrio melhor, critério melhor de cidades usadas.

Como tem sido a relação com a Federação Bahiana (NR: o nome da entidade é com “h”) e a CBF?
O Bahia tem uma relação cordial com a CBF. Somos atendidos sempre que solicitamos reunião, tanto pelo presidente quanto pelos diretores. Tivemos reuniões da Liga do Nordeste lá. Ajustamos o critério de acesso a partir de 2018. O Manoel Flores (diretor de competições) participou da reunião. Com a Federação, temos tentado melhorar o diálogo. O presidente Ednaldo Rodrigues tem buscado o mesmo. A mudança da diretoria do Vitória também melhorou do diálogo. Temos sentado juntos com alguma regularidade, porque, se os três se posicionam de maneira uniforme, o futebol da região cresce, temos mais força política.

O que pensa para o futuro do uso da Fonte Nova?
O Bahia tem contrato com o consórcio Fonte Nova até abril de 2018. Isso está consolidado até lá. Eventual renovação? Primeiro, tem eleição para presidente em dezembro. Não é uma discussão da atual administração. Só se houver eventual reeleição.

Vai tentar reeleição?
Está bem distante eleição. Está longe. Ainda não tenho definição se vou ser candidato ou não. O compromisso é até dezembro de 2017. Temos que fazer a gestão administrativa do clube da melhor maneira, e não ficar pensando em aspecto político. Temos que pensar no aspecto da gestão.



  • Antonio Jacimar Pedroni

    O Bahia tem que abrir o olho nesses dirigentes ! O torcedor tem que fiscalizar , só tem corrupção !

  • Zé Jagunço

    Já que os clubes são corruptos e omissos e a imprensa esportiva é “vendida”, só existe uma maneira de começar a melhorar o futebol brasileiro.
    Os torcedores de todos os clubes tem que se unir para boicotar a TV Globo e protestar contra essa emissora maldita.

  • DOUTOR ROBSON TORRES

    SE ALINHAR. O FIM DO FLALIDO É PROXIMO.

    VIVEM DO MECENAS GLOBO. E SÓ.

    • everton lorencini

      Vai sonhando kkkkkkkkkkk continua sonhando kkkkkkkkkkkkkkk acorda desse pesadelo kkkkkkkkkkkkkkl

  • Nei

    Melhor presidente q o Bahia tem em muito tempo. Tomara q tente a reeleição !

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