Odebrecht assina ‘pré-contrato’ para passar Maracanã à Lagardère. E agora?



Maracanã (Foto: Staff Images)

Maracanã (Foto: Staff Images)

Assim como já fez a Lagardère durante a semana, a Odebrecht vai assinar nesta sexta-feira, na condição de vendedora, um memorando de intenção de compra da concessão do Maracanã. O documento é uma espécie de pré-contrato que coloca o grupo francês “na cara do gol” para fechar, de forma definitiva, a transação para assumir o controle do complexo esportivo (que tem o estádio e o Maracanãzinho).

Com a assinatura do memorando, as partes terão 20 dias para firmar o contrato de passagem definitiva da concessão. Mas ainda não será nesse prazo que a Odebrecht sairá de cena.

A partir da confirmação da venda, será iniciado um período de transição, chamado em inglês de due dilligence, com duração de 60 dias. Nele, haverá verificação mais intensa da Largardère na gestão do complexo, até para que ela saiba qual a real situação da concessionária, em termos financeiros (dívidas e patrimônio) e de operação. Só então a transferência do negócio é concluída.

Mas e o Governo do Rio? Como o poder público já habilitou tanto a Lagardère quanto a GL Events- que desistiu no meio do caminho – a negociarem com a Odebrecht, não há nada significativo a ser feito pelo Palácio Guanabara. Só dizer “amém” ao desfecho da história, que tem gerado muita dor de cabeça há mais de um ano.

Para utilização do estádio nos próximos tempos, até a passagem definitiva de bastão, a negociação continuará ocorrendo com a Odebrecht. Para eventos, o novo concessionário já começará a pensar na agenda em 20 dias, assim que assinar o contrato definitivo.

Apesar de o Flamengo bater o pé e dizer que não negocia com a Lagardère, esse trâmite de mudança de poder não deve influenciar no uso do Maracanã, dia 15 de maio, na estreia pelo Brasileirão. O acordo para o jogo envolveu a Prefeitura, que – com direito a isenção de aluguel – irá reverter a renda do jogo no abastecimento de restaurantes populares do município.



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