Coaracy queria que delegação brasileira viajasse sem visto para o Mundial no Cazaquistão



Preso na operação “Águas Claras” da Polícia Federal por causa de fraudes na Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), o ex-presidente da entidade Coaracy Nunes queria que os 16 atletas da Seleção júnior de polo aquático viajassem sem visto para o Cazaquistão para disputar o Mundial da modalidade, em 2015. Segundo o dirigente, no país da Ásia um representante estaria esperando no aeroporto local para receber a delegação brasileira para cuidar dos trâmites para a imigração dos atletas.

A barbaridade foi a gota d’água para a denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) feita pelo atleta Wilson Mendes Caldeira, a quem Nunes pediu para chefiar a equipe na viagem que acabou não ocorrendo e frustrando o sonho dos jovens atletas que tinham entre 16 e 18 anos de participarem da competição.

Para a participação da equipe para o Mundial no Cazaquistão, a CBDA havia orçado os custos da viagem em R$ 300 mil. Ao saber que a entidade teria desistido da competição, alegando alta no dólar, um grupo de empresários se reuniu para tentar bancar a viagem da delegação brasileira.

Ao levantar os gastos de passagens e hospedagem no mesmo hotel indicado pela organização da competição, chegaram a um valor de pelo menos 30% menor que o da CBDA e às vésperas do Mundial. Entretanto, a delegação precisava do aval da entidade brasileira para competir, o que não ocorreu.

– O grupo de empresários bancaria a viagem mas nas conversas a CBDA negou. Para mim foi a gota d’água – afirmou Caldeira, autor da denúncia das irregularidades na CBDA ao MPF que culminou na operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã da última quinta-feira.



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