Presidente da FPF diz ser contra ‘futebol elitista’ para defender maior poder das federações na CBF



O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, comentou nesta quinta-feira a polêmica mudança no estatuto da CBF que passou a incluir os 20 clubes da Série B do Brasileiro em seu colégio eleitoral mas aumento, ao mesmo tempo, o peso do voto das federações.

Anteriormente, as 27 entidades estaduais e os 20 clubes da Série A tinham o mesmo peso de voto. Com a inclusão dos clubes da Segunda Divisão, o que daria maioria aos clubes, o voto das 27 federações passou a ter peso 3 (total de 81) contra peso 2 dos clubes da Série A (40 no total) e peso 1 para os da Série B (somando 20), equação que manteve o poder das entidades estaduais.

– É o mesmo poder, continua sendo os mesmos 57,5% para as federações como antes, não houve nem mais, nem menos. E as federações representam um número muito maior de clubes e não pode mais fazer um futebol elitista – afirmou Bastos, após a reunião do Conselho Técnico das finais do Paulistão.

Ao argumentar o maior peso para as federações, o presidente da FPF citou o grande número de times de futebol que há em todo o país e que são as entidades estaduais que defendem a maioria dos clubes e não apenas os que jogam as principais divisões do Campeonato Brasileiro.

– Nós temos 1.116 clubes no Brasil e precisamos entender que a maioria dos craques não nascem nos clubes onde eles se tornam famosos – afirmou Bastos, completando que quem fomenta o futebol brasileiro “são os outros mil e poucos clubes que não podem morrer”.



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