‘Há interesse de clubes europeus’, diz sócio da SportFood



À frente da SportFood, que opera redes de alimentos dos clubes de futebol, o executivo Fernando Ferreira fala dos planos voltados aos seis times brasileiros que já são parceiros da empresa e do interesse de clubes e ligas do exterior no negócio nesta entrevista à coluna.

São quantos restaurantes de clubes funcionando hoje?
Atualmente são seis em operação, sendo cinco em Porto Alegre com a Hamburgueria 1903, do Grêmio, e um em São Paulo que é a Cantina do Palmeiras. Outras 13 lojas estão em processo de abertura com unidades de Corinthians, Cruzeiro, Vasco, Santos e Bahia. As primeiras serão de Cruzeiro e Corinthians, que serão inauguradas entre o final de março e abril. O único que está em fase mais inicial de projeto é o do Bahia pois ainda não encontramos um ponto ideal para abrir a unidade em Salvador.

Pretende fechar o ano com quantas unidades?
Estamos trabalhando para fechar o ano com 27 unidades abertas. Além dessas 13 lojas já em processo de abertura, o plano prevê outras oito unidades. É um número plausível de acordo com o cenário atual do Brasil. Já em 2018, o plano de expansão tende a acelerar pois as operações já estarão em andamento e os ajustes necessários já feitos. Passado isso, fica mais fácil iniciar a abertura para franquias e já estamos na fase de análise dos interessados em investir nesse segmento.

São quantos interessados no momento?
Só para a do Corinthians, mais de 3 mil pessoas se interessaram desde que anunciamos a abertura da rede. É um número incrível pela crise do país e superou as nossas expectativas.

O Grêmio teve uma unidade que foi fechada. Qual foi o motivo?
Essa unidade do Grêmio, em Novo Hamburgo, foi por causa do franqueado, que não estava seguindo as normas da companhia. No ramo da alimentação, não pode “andar fora da casinha”. Após sucessivas tentativas para ele atuar dentro das regras, resolvemos tirá-lo do projeto pois não se pode colocar em risco a imagem de um clube de futebol. Ficamos um ano só operando a primeira unidade do Grêmio e é um processo longo até a operação se tornar mais eficiente.

Qual o valor médio de investimento para as franquias?
Há uma variação pelo modelo de negócio. No início de março, iremos abrir o modelo Express do Grêmio e do Palmeiras que irão funcionar em contêineres e ficarão no Food Park da Faria Lima, em São Paulo. É um modelo compacto, que tem um potencial de crescimento muito grande com um valor mais acessível de investimento. Para estes casos, o valor da franquia será entre R$ 200 mil e R$ 250 mil. Já as unidades shoppings, que são maiores, o valor é entre R$ 500 e R$ 600 mil, em média, com um “pay back” (retorno do investimento) de 24 a 36 meses. As unidades de rua tendem a ser maiores e nesses casos a gestão será própria ou com investidores como parceiros pois são operações mais complexas. Esse é o caso da unidade “Loucos e Fiéis”, do Corinthians, que será aberta na Radial Leste, em São Paulo.

Qual o impacto da crise no país na atuação da SportFood?
A situação do país é terrível mas não podemos reclamar pois estamos colhendo os frutos de entrar no segmento agora. Esse cenário aumentou o interesse das pessoas entrarem nesse mercado e também facilita a encontrar pontos com preços mais acessíveis. O local onde abrimos a Cantina do Palmeiras é espetacular e tem muito ponto bom disponível neste momento. No ramo de alimentação, o custo de ocupação é muito importante. E quando a economia voltar a crescer, já estaremos mais fortes no mercado.

Há um levantamento do quanto esse segmento pode movimentar nos próximos anos?
Não temos um número e tudo o que temos faturado tem sido revertido na operação. Mas o potencial é muito grande pois as marcas dos clubes são muitos fortes no mercado. Talvez seja a maior operação ligada a um clube de futebol. Isso é nítido e estamos sendo procurados além do Brasil.

De onde é esse interesse?
Há uma demanda em outros países, como a Argentina. Houve sondagens também de clubes europeus, ligas europeias e dos EUA. Temos o interesse de três clubes europeus que querem entrar no mercado brasileiro. Estamos em contato com um deles que é um dos maiores clubes do mundo e a intenção é abrir unidades lá fora também. Nossa preocupação é que possamos atuar em toda rede para que o clube abra unidade com a gente no Brasil e com outra empresa lá fora.

Soube que a NBA já conversa para abrir uma unidade da liga no Brasil. Há essa negociação?
Não posso falar quem seria. Mas os americanos têm uma visão diferente de negócio e é natural que eles venham a ter uma operação no Brasil.

Há outros clubes no Brasil em negociação?
No momento mais dois clubes mas não posso adiantar nada ainda.



MaisRecentes

Ana Paula Oliveira vê árbitro de vídeo como ajuda e confia em bom treinamento



Continue Lendo

Nuzman está inclinado a se explicar na Câmara sobre escândalo



Continue Lendo

CBV visita cidade que pode receber seleções de vôlei nos Jogos de 2020



Continue Lendo