Diretor da CBF fala em ‘pegada mais qualitativa’ no Brasileirão e sobre investimentos



Manoel Flores, diretor de competições da CBF (Foto: CBF)

Manoel Flores, diretor de competições da CBF (Foto: CBF)

Diretor de competições da CBF, Manoel Flores explica os planos para os certames nacionais nos próximos anos, prevê salto financeiro e fala sobre o montante que foi gasto pela entidade com competições, apoio às federações e fomento

Como será a participação da CBF no conselho técnico do Brasileirão, marcado para segunda-feira?
A gente vai explicar o novo ano do projeto gramados, que sofreu ajustes e foi expandido para a Série C. Vamos repetir a padronização, qualidade e vamos incluir a iluminação agora. Vamos submeter um projeto a todos os clubes para eles verem o que a Fifa considera necessário. Tudo isso na pegada do licenciamento, acostumando os clubes ao que vamos exigir lá na frente. A ideia nesse começo é mostrar como está a realidade. Vamos chegar ao ponto de fazer coleta de solo para mostrar ao clube se está, por exemplo, com muito adubo ou se a terra não está ideal. O mesmo vale para a iluminação, vamos passar uma estimativa de custos e dar uma consultoria sobre como gastar.

Quais as ideias da entidade para a Série A?
Temos a intenção de termos uma pegada mais qualitativa no campeonato como um todo. Olhar para o estádio e ver mais qualidade. Recebemos sugestões sobre regulamento o ano inteiro. Vamos olhando e, eventualmente, colocando na pauta do conselho técnico.

Qual a avaliação sobre a primeira fase da Copa do Brasil com jogo único?
A avaliação é a melhor possível. Só no primeiro dia – de 17 jogos, foram sete mandantes classificados. Na primeira fase inteira, dos 40 classificados treze foram clubes de menor ranking, acima de 30%. Os grandes entraram para valer na competição, desde o início. Historicamente se falava que a competição começava morna, com time reserva jogando fora, buscava um empate e resolvia só em casa. O jogo único fez com que a competição começasse pegando fogo. O nível de atenção foi mais alto.

E por que os campeões da Copa Verde e da Copa do Nordeste perderam vagas na Sul-Americana e acabaram entrando nas oitavas da Copa do Brasil?
Foi uma decisão que competiu à Conmebol, uma competição dela. Entendemos a preocupação dos clubes, até tentamos, mas entendemos o lado da Conmebol. Ela quis unificar o critério de acesso às competições continentais. Ela privilegia os certames nacionais. Diante disso…

O que vai significar o aumento do valor das cotas da Copa do Brasil ano que vem?
Significa uma mudança total na perspectiva de grandes, médios e pequenos para a temporada a partir de 2018. O salto financeiro vai ser muito interessante. Acima de R$ 65 milhões ao clube campeão, uma cota muito significativa ao clube pequeno, que às vezes representa o orçamento do ano inteiro dele.

Qual sua percepção sobre os horários dos jogos aqui no Brasil?
Acho que evoluímos bastante de uns anos para cá. Foram ganhos pequenos, mas sensíveis. A diversificação de horários foi importante, como as 16h de sábado e as 11h de domingo, até para poder mapear o que funciona melhor no Brasil. O que é bom lá fora não necessariamente funciona aqui. Estamos com um olhar para fora. Temos um grupo de trabalho, há uma demanda de maior receita. Estratégia de internacionalização passa por horário. No domingo de manhã temos uma média de público excelente, os clubes pedem para jogar nele. E o fato de o campeonato majoritariamente ser jogado no inverno ajuda.

Qual o volume de investimento da CBF nas competições? Ano passado, foram cerca de R$ 60 milhões…
A CBF gastou R$ 288 milhões com futebol em 2016 e isso inclui competições, auxílio às federações e Seleções. Desse montante, mais da metade é destinado às competições e fomento ao futebol nos quatro cantos do país. A entidade faz um belo investimento. Aí fora, são poucas as federações nacionais que bancam integralmente terceira e quarta divisões.

Mas uma crítica é que o investimento na Série A é muito baixo…
A Série A é um belo produto. A CBF está fazendo o possível para investir cada vez mais. O projeto gramados, o protocolo, são investimentos. Custam caro. Isso é organizar o produto para que os clubes possam fazer mais dinheiro com ele. Isso é reação em cadeia. Tem assuntos que a CBF está atacando de frente, como jamais fez.

Marco Polo Del Nero dá pitacos sobre competições? O que ele pensa?
O presidente participa de todas as decisões. Além de conhecer muito o futebol, está engajado com as novidades, disposto a ouvir. Tudo o que é implementado tem participação dele.


  • Bira Fogão

    Com setecentas vagas para a Libertadores, o Campeonato Brasileiro de Futebol está a cada dia sendo desvalorizado e perdendo importância em si. Está tornando-se apenas um torneio classificatório para outras competições. Não demora, ele terá o mesmo destino dos Campeonatos Estaduais.
    Quanto à forma das últimas décadas de disputá-lo, os tais pontos corridos, eu acho um equívoco. A melhor de todas era aquela “antiga” do Carioca. Tuno e returno com final entre os campeões.
    Outra coisa que que diminui sobremaneira a importância desse campeonato é a baixíssima premiação que ele proporciona. Os valores chegam a ser ridículos para um futebol que se diz profissional e pelo tanto que as cafetinas CBF e Federações faturam às custas dos Clubes.

    • Raider Lopes Martins

      Fruto desse aumento desnecessário da Libertadores. O Brasil e a Argentina não necessitam de 8 vagas para a Libertadores. 5 vagas estava de bom tamanho. A Copa Sul-Americana sim ainda cabe discussão, mas até ano passado tinha um formato ótimo com vagas maiores.

      Eu já discordo de ser equívoco os pontos corridos. A fórmula mais ideal e perfeita, no qual premia quem se preparou melhor e castiga quem foi incompetente. O Brasileiro criou um formato que desde 2006 tem sido sucesso e o público nos jogos tem sido excelente, tanto que as últimas edições tem estado entre as 10 maiores médias de público da história. O que tem de melhorar é um olhar mais específico para as Séries C e D.

      Concordo em relação a premiação. Com emissora forte e patrocinadores injetando $$$ era hora de melhorar.

  • nilson de lucas

    tenho o maior respeito por todas as autoridades do nosso pais mais quanto aos classicos com torçida unica me pareçe uma total falta de competençia para ter os classicos com as duas torçida e fazer as coisas funçionaren como tem que ser e dentro da lei e punir com rigor da lei ok so que e para punir de verdade nao e prender o cara e levar para a cadeia e passar um sabao e mandar voltar para casa como se fosse um bonzinho ok infleismente nada funçiona em nosso pais porque a lei nao funçiona de verdade e sim so no papel ok porque sera que em um pais que era o mais violento do mundo no assunto futebol como a inglaterra as coisas funçionaran e hoje e o simplesmente o futebol mais rico do mundo ok e muito simples as autoridades endureçeran a le e colocou para funçionar de verdade ok nao e essa vergonha que e em nosso pais que a poliçia prende e ai vai la mp e um advogado e solta o sujeito mesmo sabendo que ele e um assasino ou bandidio desfarçado de torçedor

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