‘Os clubes voltam porque é rentável’, diz CEO da Florida Cup



Principal executivo da Florida Cup, que chega à 3 edição, Ricardo Villar fala nesta entrevista exclusiva à De Prima sobre o modelo de negócios que envolve a competição, o “quebra-cabeça” que teve com as saídas de Inter e Flamengo, e a polêmica sobre a organização do torneio pagar os custos para alguns clubes e não para outros.

Como avalia a Florida Cup em sua terceira edição? O torneio já está consolidado?
A competição cresce a cada ano e a expectativa para 2017 é ainda maior. Não podemos esquecer que a Florida Cup nasceu para ser um torneio de excelência na preparação dos times com um grande diferencial que é o de ter um apelo comercial global aliando marketing com esporte. Acredito que será mais um sucesso.

O que você destaca para a próxima edição?
Não sei como isso foi noticiado no Brasil (Villar mora em Orlando) mas a decisão do Verón de jogar pelo Estudiantes gerou um movimento muito grande. Desde então, o Bayer Leverkusen confirmou o time titular na competição e estão divulgando a partida como um confronto entre Verón e Chicharito Hernández. Tem tido interesse dos ingleses também pois ambos defenderam o Manchester United. Será um jogo especial, com grande procura da mídia internacional.

Como estão as negociações de cotas de patrocínio para o torneio?
Teremos mais um ano de patrocínio com a Adidas, que é a nossa grande parceira. E novos acordos estão sendo anunciados. Teremos Prevent Sênior, cartões Elo, Visit Orlando… é um leque bom de empresas abrangendo vários segmentos. E a parceria com a Bundesliga dá um retorno muito grande, não só na Europa como globalmente.

Qual a expectativa de crescimento em patrocínio esperado para este ano?
A expectativa é grande e o que eu posso afirmar é que já batemos o aumento da edição de 2016. E esse processo tende a crescer até o final do evento. Na edição passada, foram US$ 18,4 milhões em retorno de mídia para os parceiros da Florida Cup.

Flamengo e Inter foram anunciados mas depois saíram. Qual foi o impacto disso?
O impacto é grande, sem dúvida, mas foi uma decisão que cabe a cada um deles. Não tem que ficar lamentando e nos restou resolver os problemas da melhor forma. Foi um grande desafio contornar isso por conta da tabela, ingressos, logística… pois acabou impactando todos os outros participantes da competição.

Houve multa aos clubes por conta da desistência?
Há um reembolso sim mas isso ainda está sendo tratado com os clubes. O principal já foi feito que era resolver as mudanças internas, que foi um grande quebra-cabeça.

Em relação à transmissão do torneio, qual o alcance que terá o torneio?
Em 2016, as transmissões chegaram a 150 países e devemos ultrapassar esse número em 2017. Por ser parceira da Bundesliga, que tem um acordo com uma rede global, isso acaba nos beneficiando na veiculação dos jogos em outros países. No Brasil, já está certo o SporTV e a Globo tem preferência para o Playoff. Além disso, uma outra grande rede deve fechar para transmitir o torneio nos EUA e na América Latina.

A saída do Flamengo tem sido um problema na negociação com a Globo?
Houve uma mudança e há um impacto disso, sem dúvida. Mas mesmo antes da saída do Flamengo não tinha nada fechado. Não dá para garantir mas em breve vamos anunciar como será a transmissão, mas é certo que ela irá ocorrer.

A Florida Cup paga passagens e hospedagens para alguns clubes?
Não sei de onde saiu isso. Todos os clubes têm os mesmos pacotes de comercialização e recebem o mesmo tratamento. Do nosso lado isso não procede. Os clubes que retornaram para esta edição vieram para cá da mesma forma que os outros anos. E se eles estão voltando é porque a competição foi rentável para eles.

Há a possibilidade de Corinthians e São Paulo se enfrentarem na Florida Cup. Há uma preocupação em relação a uma possível briga de torcedores no torneio?
Há sim uma preocupação mas o sistema de segurança aqui é rígido. Posso dizer que estamos preparados e tomando as precauções necessárias. Nas edições passadas também tivemos jogos com equipes de certa rivalidade e nada ocorreu. Até porque o ambiente do torneio é outro, de Fair Play, e com muitos familiares, turistas e estudantes nas arquibancadas.



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