Torcida única em clássicos paulistas é criticada por autor do Estatuto do Torcedor



Representantes de órgãos públicos, da Federação Paulista (FPF) e dos quatro grandes clubes de São Paulo decidiram, ontem, manter os clássicos paulistas com torcida única durante a temporada de 2017. A decisão foi criticada por um dos autores do Estatuto do Torcedor, o advogado especialista em direito desportivo, Carlos Eduardo Ambiel.

– As pessoas que brigam geralmente são conhecidas, a lei existe, e decisões como proibir que uma torcida rival vá aos jogos é a decretação da falência das instituições públicas – afirmou Ambiel.

Entre os argumentos citados para manter a torcida única, os órgãos de segurança apontaram uma diminuição no número de confrontos entre os torcedores e aumento do público nos estádios desde que a medida foi adotada, em abril deste ano.

– O Estado não consegue punir e vai proibir até o torcedor que não briga a ir ao estádio porque maus elementos não são punidos? Isso não pode acontecer – criticou o autor do Estatuto.

O advogado aponta que a criminalização dos torcedores foi incluída na legislação em 2010 e que hoje a qualquer incitação à violência ou ato de violência envolvendo torcedor em partida de futebol ou a caminho do estádio, é passível de punição.

– É importante deixar claro que não só caracteriza o crime de torcedor a briga no estádio, mas também nas imediações, no perímetro de 5km no estádio e também em relação àqueles que estão indo ou voltando do estádio – explicou.



MaisRecentes

Governo admite que errou em MP que retira recursos do esporte



Continue Lendo

Sem resposta de Zé Ricardo, Milton Mendes entra no radar do Botafogo



Continue Lendo

Novo diretor de futebol do Fluminense, Paulo Angioni tem três nomes para lugar de Abel Braga



Continue Lendo