Projeto que estabelece a Seleção Brasileira como patrimônio cultural volta à pauta em Brasília



A proposta que estabelece a Seleção Brasileira como um patrimônio cultural do Brasil volta a ser debatida nesta semana na Câmara dos Deputados. De autoria do deputado Silvio Torres (PSDB-SP), o projeto foi apresentado em 2007 mas seu trâmite ganhou força no ano passado com o escândalo de corrupção no futebol. Caso a Seleção se torne patrimônio cultural, o Ministério Público se torna apto a interferir na gestão e transparência da equipe nacional podendo, por exemplo, analisar contratos realizados pela CBF.

Desde o ano passado, o projeto sobre a Seleção como patrimônio cultural já foi aprovado pelas comissões de Cultura e Esporte, na Câmara, e precisa passar apenas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para ir para o Senado.

Relator do texto na Comissão do Esporte, o deputado João Derley (Rede-RS) deu parecer favorável à aprovação do projeto por “contribuir para um maior controle e transparência da gestão de nosso maior símbolo de representatividade no exterior”.

No mesmo projeto de lei, uma das emendas apresentadas estabelecia que a Seleção Brasileira de futebol deveria ser composta por, no mínimo, 50% de jogadores que atuam em clubes do país. Em seu parecer, Derly desaprova a proposta citando que a iniciativa “tenderia a enfraquecer o desempenho do selecionado nacional” já que vários atletas brasileiros atuam no exterior.



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