Oposição articula pedido de impeachment de presidente do Corinthians



Ao menos três grupos de oposição do Corinthians se uniram para levar ao Conselho Deliberativo um requerimento de impeachment do presidente Roberto de Andrade. Os opositores tiveram uma reunião semana passada e um novo encontro está previsto para esta quinta-feira para formalizar o pedido. Apesar de não haver a necessidade, eles pretendem colher assinaturas de conselheiros para demonstrar a insatisfação em relação à atual gestão.

Para o requerimento de impeachment, os opositores se baseiam, principalmente, nos problemas da Arena Corinthians, que enquadraria o dirigente no item “B” do artigo 104 do estatuto do Corinthians. O trecho do documento aponta como motivo para destituir o presidente ou vice “ter ele acarretado, por ação ou omissão, prejuízo considerável ao patrimônio ou à imagem do Corinthians”.

Questionado na semana passada sobre os problemas da Arena, Andrade afirmou que é a Odebrecht quem deve se responsabilizar pelos problemas do estádios e que o clube se preocupa com a segurança de seus usuários.

O grupo também aponta entre os motivos a fraude, divulgada pela revista Época, na ata de reunião que ocorreu antes das eleições mas que foi assinada por Andrade como presidente do clube.

– São muitos os problemas e vamos nos reunir para formatar esse pedido – comentou Ilmar Schiavenato, conselheiro que integra o recém-criado grupo “Inteligência Corintiana”, que conta com 27 membros é um dos partidos de oposição que defende o processo de impeachment. Schiavenato tentou concorrer na eleição vencida por Andrade mas foi impedido de disputar o pleito por irregularidades em sua chapa.

Os grupos que defendem a saída de Andrade da presidência do Corinthians também apoiaram o fim do “chapão” para a composição no Conselho, principal mudança no estatuto do clube que foi aprovada há 15 dias. Segundo o presidente do Conselho corintiano, Guilherme Strenger, “há boatos” sobre o requerimento de impeachment mas que nada foi apresentado ao órgão até o momento.

O movimento da oposição  ocorre no momento de maior isolamento político de Andrade, que além de ver as críticas de conselheiros aumentarem, também deixou de ter o apoio de Andrés Sanchez, que foi o principal articulador de sua candidatura a presidente.

O momento crítico fez Andrade criar, há um mês, a diretoria de relações institucionais, cujo diretor, Alberto Bussab, tem focado os trabalhos mais em articulações internas com oposicionistas para tentar tranquilizar a política do clube do que com ações junto a entidades e organizações fora do Parque São Jorge.

Colaborou Bruno Cassucci



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