Entidade aponta irregularidades na CBBoxe e quer liminar para mudar eleição



Presidente da Associação dos Treinadores de Boxe do Estado de São Paulo (ATBESP), o ex-lutador Alex de Oliveira entrará, na próxima semana, com uma representação no Ministério Público Federal (MPF) contra a Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe). Entre as irregularidades que serão inseridas no documento estão a falta de transparência na utilização da verba da Lei Piva repassada pelo Ministério do Esporte e distribuído às confederações pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e o descumprimento à Lei Pelé no estatuto que impede a alternância de mandato.

No último mês de julho, Oliveira enviou uma notificação à CBBoxe solicitando uma descrição do emprego da verba recebida junto ao governo pela entidade nos últimos dois anos: R$ 7,3 milhões, em 2014, e R$ 6,8 milhões, em 2015.

Na resposta, a CBBoxe afirmou que “os recursos oriundos de repasses do COB são por eles auditados em tempo real através de sistema integrado de informações, e que basicamente financiam: salários de equipe técnica e pessoal administrativo; aluguel de alojamentos e da sede, bolsa a atletas, impostos, alimentação, realização de 8 campeonatos nacionais anuais, viagens internacionais de treinamento e participação de competições pela equipe, materiais e equipamentos de uso da equipe; materiais de escritório”.

– Há uma grande insatisfação no meio do boxe em relação ao destino desses valores e recebemos uma resposta totalmente descabida – afirmou o presidente da ATBESP.

Já em relação ao estatuto da CBBoxe, as irregularidades citadas são em relação ao artigo 17, que refere-se ao processo eleitoral. A primeira delas é a obrigatoriedade da chapa inscrita ter o apoio de sete federações, sendo que atualmente 19 entidades são filiadas à CBBoxe. Outro ponto é que limita a candidatura a presidente para quem já ocupou cargos eletivos por dois mandatos em federações filiadas ou ter ocupado cargo ou função na CBBoxe.

– Foi criado uma espécie de monopólio para que somente membros que tenham algum tipo de função na entidade sejam habilitados para exercer tal função para assim se perpetrar no poder. Por isso a aprovação deste estatuto é uma ofensa ao artigo 18-A da Lei Pelé – aponta Oliveira.

Ele diz ainda que um abaixo-assinado com assinaturas de atletas, ex-lutadores e técnicos será entregue junto à representação que será encaminhada ao MPF.

– Vou tentar ao menos uma liminar para permitir a participação de outros candidatos – diz sobre a eleição que está prevista para ocorrer entre janeiro e março de 2017.

A coluna tentou contatar o presidente da CBBoxe, Mauro José da Silva, mas não obteve sucesso.



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