Sem controle da Fifa, número de empresários no futebol cresceu 25% em um ano



Um ano após a Fifa deixar de regular a atuação de intermediários nas negociações de jogadores, o número de empresários ou empresas que atuam na área já cresceu 25%. Nos 12 meses anteriores à entidade máxima do futebol passar a responsabilidade para as federações nacionais, 1680 intermediários estiveram envolvidos em transferências de atletas, número que saltou para 2221 no ano seguinte à mudança da norma, que ocorreu em abril de 2015.

A tendência é que o número de intermediários continue subindo. De abril a outubro deste ano, por exemplo, 1700 empresários participaram de negociações no futebol em todo o mundo.

A atuação de intermediários nas negociações do futebol foi tema de debate em evento realizado ontem, em Londres, e que reuniu representantes das principais entidades da bola, como Fifa e Uefa, dirigentes de clubes e profissionais ligados à modalidade.

– Hoje há uma total falta de controle pois as federações não têm muita responsabilidade sobre a área – diz o advogado Marcos Motta, especialista em direito esportivo e que será um dos painelistas do evento na programação desta quinta.

Segundo Motta, uma proposta debatida em Londres foi a de criar um órgão independente para centralizar o regulamento sobre a atuação de intermediários da bola, tirando assim a responsabilidade das entidades nacionais.

Responsável pela área no Brasil, a CBF já tem atualmente 277 pessoas físicas e jurídicas cadastradas para atuar em negociações de jogadores.



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