Ministério do Esporte e COB têm embate por sistema eleitoral e repasse de verba a atletas pelas confederações



O secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Luiz Lima, e o gerente-geral de relações institucionais do COB, Vitório Mendes de Moraes, protagonizaram um embate na Câmara dos Deputados, na última quinta-feira, durante sessão sobre a elaboração do Plano Nacional do Esporte.

Em sua fala, Lima citou a necessidade de mudanças nas confederações, que por receberem dinheiro público “deveriam ser mais democráticas” com a inclusão de atletas e clubes nas eleições para presidente das entidades. , e com verbas chegando aos atletas.

– Não queremos as confederações como adversárias e sim como parceiras, mas precisa mudar muita coisa. As entidades que querem receber dinheiro público deveriam ser mais democráticas – afirmou o secretário do Ministério do Esporte, citando que o modelo ideal para as eleições é ter quatro colegiados: presidentes de federações, clubes, atletas e treinadores.

Lima também apontou falhas no destino da verba que é repassada pelo governo às entidades esportivas através da Lei Piva, Lei de Incentivo, convênios e patrocínios de estatais.

– Temos esse grande obstáculo pois entregamos dinheiro da união e muitas vezes essa verba não chega ao atleta – criticou.

Na sequência, visivelmente descontente com a fala do secretário do Ministério do Esporte, Moraes retrucou apontando que muitas confederações já incluem representantes de  clubes, atletas e treinadores nas eleições para eleger seus presidentes.

– Talvez as pessoas não têm conhecimento mas muitas confederações estão bem desenvolvidas nos aspectos de governança e administrativo. E as outras estão trabalhando para chegar a um ponto de administração favorável – rebateu o gerente-geral de relações institucionais do COB, que também comentou sobre o repasse de verba aos atletas.

– Gostaria de mostrar ao Ministério do Esporte o que o COB e as confederações fizeram durante o último ciclo olímpico quanto a distribuição de recursos para atletas. Até porque isso está nas leis esportivas – comentou, citando iniciativas como construção de centros de treinamentos e aquisição de equipamentos.

– Os recursos são sim bem geridos e bem direcionados. Convido qualquer pessoa para ir ao COB para saber como os recursos são empregados – finalizou.

O encontro contou com representantes de entidades e instituições dos mais variados setores que envolve a prática de esporte, como federações, clubes, atletas e instituições de ensino. O debate sobre o Plano Nacional do Esporte durou mais de seis horas.

 



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