Casos de racismo quase dobram em um ano no futebol brasileiro



O futebol brasileiro teve 37 casos de racismo em 2015, um aumento de 85% em relação aos 20 incidentes registrados no ano anterior. Os dados estão na 2ª edição do relatório da ONG “Observatório da Discriminação Racial no Futebol” que será apresentado na próxima segunda-feira na sede do Vasco, em São Januário. Do total, 35 foram por discriminação racial e os outros dois por homofobia e xenofobia. O Rio Grande do Sul é o estado com mais casos registrados, 9 no total – foram cinco em 2014.

Nesta edição, a ONG também levantou casos em outras modalidades. Além do futebol, também foram registrados dois incidentes no vôlei, um no basquete e outro na ginástica, totalizando 41 casos no esporte brasileiro.

– É um aumento considerável e pode ser explicado pelas pessoas que se encorajam em fazer as denúncias após a divulgação dos fatos. Mas em pleno século 21 não deveríamos estar discutindo isso – comentou o advogado Maurício Correa da Veiga, secretário da comissão de direito esportivo da OAB e que esteve envolvido nos trabalhos do relatório.

Segundo Veiga, o material deve ser entregue à CBF, federações e entidades esportivas para que seja feita uma cartilha sobre racismo no esporte e distribuída aos torcedores.

Já a escolha da sede do Vasco para a apresentação do relatório deve-se ao histórico do clube de São Januário, que foi o primeiro time brasileiro a incluir negros e mulatos na equipe, na década de 20.



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