Tênis de mesa está entre as modalidades que mais receberam verba do COB pela Lei Piva



O Brasil tem pouca tradição no tênis de mesa e o melhor resultado do Brasil na modalidade em Jogos Olímpicos foi chegar às oitavas-de-final, como ocorreu na Rio-2016. Entretanto, a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) é uma das entidades que mais recebeu verba por meio da Lei Piva, cuja divisão dos recursos repassados a cada confederação é feita pela COB. Sancionada em 2001, a norma repassa 1,7% do prêmio pago em todas as loterias federais para a entidade distribuir entre as confederações

Desde que o Rio foi escolhido sede dos Jogos Rio-2016, em outubro de 2009, a CBTM recebeu R$ 18,8 milhões, sendo a sétima entidade que mais obteve recursos por meio da Lei. No ranking das 29 modalidades contempladas com a verba pelo COB, o tênis de mesa só fica atrás de desportos aquáticos (R$ 23,5 milhões), atletismo (R$ 23,4 milhões), handebol (R$ 22,2 milhões), vôlei (R$ 21,7 milhões), judô (R$ 21,1 milhões) e hipismo (R$ 20,6 milhões).

Por outro lado, o tênis de mesa está à frente de esportes tradicionais do país nos Jogos Olímpicos como basquete (R$ 18,5 milhões) e vela (R$ 18,4 milhões), e de modalidades que demandam altos investimentos para a prática como canoagem (R$ 16,3 milhões) e remo (R$ 14,8 milhões).

 

Em relação ao critério utilizado para a distribuição dos recursos relacionados à Lei Piva, o COB aponta que “leva em conta todas as fontes de receitas de cada Confederação no planejamento anual da modaliade, tais como patrocínios, convênios com o Ministério do Esporte, Plano Brasil Medalhas e projetos através da Lei de Incentivo” e que tem como objetivo “garantir que as principais ações planejadas sejam cobertas por alguma fonte de recursos”.

Segundo o presidente da CBTM, Alaor Azevedo, além do limite de 20% para as despesas administrativas, os gastos da confederação de tênis de mesa são divididos basicamente em três áreas: fomento (seleções profissional e base), eventos nacionais e internacionais.

– O COB tem o critério deles. Mas para entidades de menor porte, como a nossa, essa verba pode chegar a corresponder 80% do total e para outras essa participação é bem menor – comentou Azevedo, que no cenário mais econômico prevê um orçamento de R$ 8 milhões para a entidade em 2017.



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