Reunião do Conselho Nacional do Esporte foi fraudada para não reconhecer modalidades esportivas



A última reunião do Conselho Nacional do Esporte (CNE), ocorrida no dia 16 de fevereiro no Clube Naval do Rio de Janeiro, teve fraude para que modalidades como Karatê e Capoeira não fossem reconhecidas como esporte. Segundo apurou a coluna, o encontro foi anulado dias depois pois membros do Conselho estavam com os mandatos vencidos.

A irregularidade era de conhecimento de representantes do Ministério do Esporte, ao qual o CNE é ligado, mas nada foi feito para que houvesse um pretexto para anular o encontro e, consequentemente, a chancela às modalidades. Além disso, o problema com a invalidação dos mandatos poderia ter sido resolvida na própria reunião, o que não ocorreu.

O CNE é presidido pelo ministro do Esporte – que na ocasião era o deputado George Hilton – e conta com cerca de 20 membros, entre eles todos os secretários da pasta. Segundo fonte da coluna presente na reunião, um grupo com perfil mais técnico dentro do Ministério do Esporte era contra o reconhecimento do Karatê, Capoeira e outras artes marciais como esporte. Se isso ocorresse, como foi acertado na reunião, as modalidades passariam a ter direito de obter verbas públicas para projetos esportivos e a integrar programas como o Bolsa Atleta.

Presidente da Confederação Brasileira de Karatê (CBK), Osvaldo Messias de Oliveira avalia que a anulação da reunião do CNE foi “política”. Entretanto, diz que a modalidade ainda precisa se estruturar melhor em todos os estados brasileiros e ter uma regulamentação mais específica para poder brigar pelo reconhecimento junto ao Ministério do Esporte.

Na mesma reunião do CNE, também foi debatido a obrigatoriedade da apresentação, já neste ano, da Certidão Nacional de Débitos (CND) por parte dos clubes de futebol para participarem dos campeonatos, conforme prevê a Lei do Profut. No encontro, ficou decidido que até o final desta temporada a atribuição da necessidade ou não do documento seria de cada federação estadual. Como a pauta foi invalidada posteriormente, a obrigatoriedade da CND segue como incógnita nos torneios.



  • Alan Alves

    Quem sabe um dia o Brasil deixa de ser um grupo de conchavos e organizações desorganizadas.

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