Negociações não avançam e Grêmio não deve comprar arena da OAS



Dada como praticamente certa há poucos dias, a compra da arena pelo Grêmio junto a OAS devem ser encerrada na próxima semana sem as partes chegarem a um acordo. Uma reunião do Conselho Administrativo do Tricolor gaúcho será realizada na próxima semana para colocar um ponto final no assunto e a expectativa é que a gestão do estádio permaneça como está atualmente, com a construtora sendo responsável pela gestão por um período de 20 anos.

Segundo o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, há pontos nas negociações que estão muito difíceis de serem superadas. Ele confirma que a situação do estádio Olímpico, antiga casa gremista e cujo terreno passaria para a OAS, é um dos empecilhos. Mas nega que o entrave também passe pelos credores da construtora, que está envolvida na operação Lava Jato e que passa atualmente por um processo de recuperação judicial.

– São algumas pendências contratuais que têm inviabilizado o acordo e acho difícil que sejam superadas. Estamos em um momento que não podemos mais prolongar isso e a tendência é que tudo fique como está – comentou o presidente do Grêmio.

Há duas semanas, a OAS divulgou um comunicado em que apontava não haver “qualquer obstáculo para a realização do negócio nos termos aprovados no processo de Recuperação Judicial”, e que aguardava apenas a concordância da diretoria do Grêmio para concretizar a venda da Arena.

Caso o acordo ocorra, o Grêmio pagará cerca de R$ 2 milhões pelos próximos 13 anos. No ano passado, o clube chegou a apontar prejuízo de R$ 20 milhões com seu estádio por não poder explorá-lo comercialmente.



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