CBF vai à Fifa por legado de US$ 100 milhões da Copa-2014



A CBF pretende ir em breve à Fifa para cobrar o repasse dos US$ 100 milhões (cerca de R$ 350 milhões, atualmente) referentes ao acordo de legado da Copa-2014. Segundo o secretário-geral Walter Feldman, o envio do dinheiro foi suspenso por conta do escândalo de corrupção no futebol mundial. Até então, menos de 10% do total havia sido repassado.

De acordo com Feldman, antes de liberar o restante da verba, a Fifa quer que a CBF mostre que tem adotado boas práticas em gestão e realizado processos de auditoria.

– Termos convicção que a CBF vem fazendo o que há de mais moderno nessas áreas e vamos à Fifa brevemente para mostrar que é fundamental esse recurso para o legado nos estados que não estiveram na Copa. A hora que mostrarmos que esses processos estão adequados, os recursos serão liberados”, comentou o secretário-geral da CBF, na semana passada, durante depoimento à CPI da Máfia do Futebol.

O acordo de legado entre Fifa e CBF foi assinado em setembro de 2014 e apresentado em janeiro de 2015 em evento na Arena Corinthians que contou com representantes da Fifa, da CBF e do governo brasileiro. O repasse da verba visa a construção de 15 centros de treinamento nas 15 capitais que não receberam jogos do Mundial. A ideia é que os espaços esportivos sejam voltados ao futebol de base e o futebol feminino.

Durante a semana da eleição da Fifa, no final de fevereiro, o contrato de legado foi assunto de reunião entre o então presidente interino da CBF, Antônio Carlos Nunes, o Coronel Nunes, e um representante da entidade que comanda o futebol mundial.

 



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