Antes do prazo, Romero Jucá apresenta relatório com 380 páginas da CPI do Futebol



Relator da CPI do Futebol, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) apresentou o relatório das investigações realizadas sobre crimes e irregularidades no futebol brasileiro. O documento, entretanto, que tem 380 páginas, foi apresentado três meses antes do prazo final dos trabalhos e tem sido ignorado pelo presidente da Comissão, o senador Romário (PSB-RJ).

Segundo a assessoria de Romário, o relatório não foi protocolado na Comissão e as investigações serão mantidas até agosto. Além disso, a equipe do presidente da CPI do Futebol rebate a convocação feita por Jucá, nesta terça-feira, para a realização de uma reunião extraordinária para votar o relatório. Segundo a assessoria, o regimento não autoriza esse poder ao relator da CPI.

O relatório (leia a íntegra aqui) foi divulgado na noite desta segunda-feira, 9, no site do PMDB, partido de Romero Jucá. Entre as medidas referentes à CBF, segundo o resumo do partido, “está a de ampliar o calendário de jogos para clubes de menor expressão, com apoio a competições regionais e eventual criação de ligas regionais a serem preferencialmente criadas e vinculadas; contratar empresa externa para realização de estudo sobre a criação de uma Liga Nacional, que substituiria o Campeonato Brasileiro de Futebol; ampliar o programa de formação de treinadores; determinar clubes participantes das séries A e B do Brasileiro; construir ou organizar campeonatos com duração anual para categorias de base; adotar o cartão do torcedor no Brasil; e fixar preços do ingressos em coerência com a teoria das janelas quebradas, com as pesquisas Sampson e Raudenbush”.

Já em relação ao crimes cometidos por dirigentes no futebol brasileiro, o documento “propõe mudar a Lei de Lavagem de dinheiro; mudar o Código Penal para prever o inédito crime de corrupção privada, inspirado no modelo da União Europeia; e mudar o Estatuto do Torcedor para prever o uso de segurança privada no interior dos estádios”.



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