Brasil negociou autorização para ouvir J. Hawilla nos EUA mas não teve sucesso



A CPI da Máfia do Futebol terá dificuldades para conseguir autorização para ir até os EUA para colher os depoimentos do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, e do empresário J. Hawilla, dono da Traffic e responsável pelas denúncias de corrupção no futebol ao FBI, conforme requerimentos aprovados na sessão de ontem, em Brasília.

É que no ano passado, a Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados negociou junto a autoridades americanas a autorização para que parlamentares fossem aos EUA para ouvir Hawilla. Membros da Comissão se reuniram por três vezes com a embaixadora americana no Brasil, Liliana Ayalde, e também acionaram o embaixador brasileiro nos EUA, Luiz Alberto Figueiredo. Mas apesar dos esforços, os parlamentares não tiveram sucesso na solicitação.

O argumento da embaixadora americana à solicitação é que não poderia interferir no processo que corre em sigilo nos EUA. O pedido foi realizado quando havia apenas um requerimento para a criação da CPI da Máfia do Futebol (ainda denominada de CPI da Fifa).

À época, José Maria Marin não foi incluído no pedido para depor pois ainda estava preso na Suíça.



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