Após reunião, clubes enviam carta com reivindicações à Conmebol



Representantes de clubes de toda a América do Sul estiveram reunidos na tarde desta quarta-feira, 2, em Buenos Aires, na Argentina, para tratar da Liga Sul-Americana, entidade recém-criada com o objetivo de fazer frente à Conmebol nas negociações comerciais. Segundo os dirigentes presentes, o encontro confirmou o protagonismo que os clubes terão nos acordos com a entidade que administra o futebol sul-americano e uma carta com reivindicações foi enviada à diretoria da Conmebol.

No documento, a principal solicitação da Liga é em relação aos acordos comerciais da entidade sul-americana e ter informações detalhadas das receitas e despesas da Conmebol.

– A constituição de uma Liga é a forma de colocar as coisas em seu devido lugar. Dessa forma, decidiremos melhor a distribuição do dinheiro pois do jeito que estava não agradava a ninguém – afirma César Conforti, representante do Santos no encontro.

Essa foi a segunda reunião dos clubes sobre a Liga, mas foi a primeira vez que clubes brasileiros estiveram presentes. Entre eles, estavam Grêmio, Atlético Mineiro, Corinthians, Flamengo, Palmeiras e São Paulo.

Criada recentemente no futebol brasileiro, a Liga Sul-Minas-Rio também esteve presente sendo representada pelo diretor jurídico Eduardo Carlezzo. Segundo ele, a presença no encontro foi importante por expor a experiência da criação da Liga no futebol brasileiro e servir de exemplo para a iniciativa dos clubes sul-americanos.

– Hoje foi dado mais um passo de grandes proporções visando a reorganização do futebol. Há um sentimento de união muito forte dos clubes que estavam presentes no sentido de terem efetiva influência nas atividades da Conmebol – comentou Carlezzo.

Antes mesmo do encontro em Buenos Aires, a Liga Sul-Americana já havia conquistado sua primeira vitória. Na noite da última terça-feira, 2, a Conmebol divulgou comunicado aumentando a premiação recebida por jogo pelos clubes mandantes de US$ 300 para US$ 600, além de não cobrar mais a taxa de 10% sobre a receita de bilheteria dos jogos.



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