Clube paulista responde por 10% das ações trabalhistas no futebol brasileiro



Jogadores receberam apenas um mês de salário durante a temporada de 2015 (Crédito: Divulgação/União Barbarense)

O União Barbarense, da 2ª divisão do Campeonato Paulista, foi responsável por quase 10% das ações trabalhistas impetradas por jogadores em todo o futebol brasileiro. Segundo levantamento do advogado Filipe Rino, especializado na área trabalhista desportiva, das 461 ações realizadas por parte dos atletas em 2015, 40 delas (8,7%) são contra o time de Santa Bárbara D’Oeste (SP). Ao longo de toda a temporada de 2015, o clube pagou apenas um mês de salário aos atletas, ficando devendo ainda férias e décimo terceiro.

O principal motivo apontado por Rino para o grande número de ações trabalhistas contra o União Barbarense foram as parcerias realizadas com as empresas Abrasport, em 2014, e o escritório de contabilidade e advocacia Carmo de Souza, este ano.

– Essas empresas vêm, contratam, e depois vão embora sem pagar. E o clube tenta se eximir da culpa responsabilizando as parceiras – diz Rino. Em 2015, o clube paulista pagou apenas um mês de salários aos atletas.

O fato apontado pelo advogado foi exatamente a explicação do atual VP e presidente eleito do União Barbarense a partir de 2016, Ademir Cruz. Segundo ele, o principal culpado é Dario Furlan, cujo mandato se encerra este ano.

– Ficamos reféns das atitudes de quem estava acima da gente e não pudemos fazer nada – diz o dirigente, que calcula uma dívida total em torno de R$ 10 milhões.



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