Delfim trata articulação de Del Nero como golpe e promete criar liga nacional se um dia assumir a CBF



O presidente da Federação Catarinense e atualmente vice-presidente mais velho da CBF, Delfim Peixoto, que virou opositor de Marco Polo Del Nero, emitiu nesta segunda-feira uma carta para comentar o momento atual da política do futebol brasileiro.

Delfim trata como golpe a articulação dos aliados de Del Nero para tentar eleger Antonio Carlos Nunes, o Coronel Nunes, como vice da CBF em 16 de dezembro, tirando o próprio Delfim do primeiro lugar da fila de sucessão caso Marco Polo renuncie definitivamente.

O dirigente catarinense fez uma espécie de anúncio da plataforma de campanha, que tem como ponto principal a criação da liga nacional.

CONFIRA A CARTA DE DELFIM PEIXOTO

Vivemos a maior crise institucional e de credibilidade da história da CBF, abalada por contínuos escândalos de corrupção que envolveram os últimos 3 presidentes da entidade. É lamentável e condenável que a instituição tenha sido usada para a obtenção de benefícios pessoais, em detrimento do futebol nacional. Espero que as instâncias internacionais, no caso a FIFA, e as instâncias nacionais, como o Congresso Nacional, o Ministério Público e o Poder Judiciário, atuem fortemente para punir de forma exemplar todos aqueles que usufruíram da CBF para proveito próprio.

Defendo que se cumpra o Estatuto e que não se implementem golpes, como já tentado várias vezes no passado. No presente momento está em curso mais uma imoral e ilegal operação patrocinada pelo atual presidente da CBF com o fim de eleger um novo vice-presidente para o lugar de José Maria Marin. O candidato apresentado por Marco Polo Del Nero, não coincidentemente, é mais velho do que eu, tendo 77 anos de idade. Isto se deve ao fato de que ao eleger tal pessoa este passaria a ser o primeiro vice-presidente na linha de sucessão em caso de suspensão ou afastamento do atual presidente, evitando que eu, legitimamente eleito segundo o Estatuto, assuma.

Quero afirmar de forma peremptória a todos, a fim de que não exista nenhuma dúvida, que se em algum momento eu tiver que assumir a Presidência da CBF trabalharei usando todos os mecanismos legais disponíveis para limpar a entidade da corrupção e punir os envolvidos.

A sociedade e o torcedor brasileiro clamam por mudanças, e será isto que farei. A criação de uma liga nacional para a gestão da Série A e B do Campeonato Brasileiro é algo fundamental para a melhoria da organização do futebol nacional e será um dos primeiros itens da agenda de apoio aos clubes.

Criarei mecanismos internos e externos de controle do fluxo do dinheiro na CBF. Acabarei com as indicações políticas para a ocupação de cargos na entidade. Um sistema profissional de gestão prevalecerá. O presidente da CBF deixará de ser o responsável por fixar seu próprio salário, o que é um absurdo em qualquer gestão profissional. Um órgão profissional se encarregará disto.

Devemos mudar o sistema de eleições na entidade, que bloqueia a apresentação de chapas concorrentes à administração. Convocarei uma auditoria ampla e geral sobre todos os negócios e contratos da CBF. Buscarei conhecimentos e experiências junto a entidades internacionais a fim de qualificar a gestão da CBF. Os atletas terão participação ativa na entidade.

Está é a minha mensagem e engloba apenas alguns dos itens de meu compromisso público de mudança na CBF, sendo que inúmeros outros serão implementados.



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