Escolha de Sarney para lugar na Fifa irritou dirigentes por ter sido exclusiva de Del Nero



A definição de Fernando Sarney como substituto de Marco Polo Del Nero na representação da Conmebol junto ao Comitê Executivo da Fifa foi uma decisão exclusiva do presidente da CBF. Não houve consulta nem mesmo aos vices da entidade ou presidentes das federações estaduais. E essa postura não foi digerida bem pelos filiados da CBF.

Na visão deles, o problema foi Del Nero não ter ao menos avisado antes que estaria indicando Sarney para a função em Zurique. Não que houvesse qualquer oposição ao nome, mas há o entendimento de que, como a vaga era do Brasil, o colegiado inteiro da CBF tomasse uma decisão conjunta (ou fosse comunicado sobre ela com antecedência).

A mágoa não é exclusiva dos presidentes de federação. Os vices também não concordam com a postura de Del Nero. O alagoano Gustavo Feijó, que abrange o Nordeste, é um dos mais irritados. Nem Feijó, nem Marcus Vicente (vice do Centro-Sul) e muito menos Delfim Peixoto (vice do Sul) foram chamados para a recepção dos dirigentes da Conmebol. Dos vices, só Sarney estava, até porque viria a ser indicado para o Comitê Executivo da Fifa.



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