Alta nas mensalidades dos sócios gera ação na Justiça contra a diretoria do Palmeiras



Wlademir Pescarmona (dir.) lidera grupo que tenta brecar alta nas mensalidades dos sócios do Palmeiras, iniciativa do atual presidente Paulo Nobre (esq.)

Um grupo de opositores do Palmeiras entrará nesta semana com uma ação na Justiça contra a atual diretoria do Palmeiras para tentar brecar o aumento nas mensalidades dos sócios do clube. A alta, que irá variar entre R$ 55 (plano individual) a R$ 88 (familiar) a mais aos valores já pagos por mês pelos associados (não os sócios-torcedores) até dezembro de 2016, deve-se ao repasse dos custos da obra de R$ 19 milhões que está sendo feita em um dos prédios da sede do clube.

Liderados pelo conselheiro Wlademir Pescarmona, o grupo oposicionista já colheu 400 assinaturas e mais de 30 procurações de conselheiros contra a iniciativa da diretoria palmeirense, e um documento já foi redigido por um advogado apontando irregularidades na cobrança aos associados. A expectativa é que a oposição entre com a ação na Justiça já nesta quarta (22) ou quinta-feira (23).

Para a ação, o grupo ainda se baseia em uma carta de 2008 em que a diretoria à época convida os associados para a votação da Assembléia Geral que autorizou a construção do novo estádio do Palmeiras e obras para modernizar as instalações sociais do clube. No documento, está que nenhum custo seria repassado aos sócios.

“Esse projeto trata-se de uma oportunidade única para o clube, que terá à disposição uma estrutura integralmente modernizada a custo zero, sem ônus algum para você, caro associado”, diz trecho da carta, que foi assinada pelo presidente da diretoria na época, Affonso Della Mônica Netto, pelo presidente do Conselho Deliberativo, Seraphim Del Grande, e do presidente do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), Clemente Pereira Jr.

“É bom deixar claro que ninguém está entrando na Justiça contra o Palmeiras, mas contra uma determinação da presidência”, afirma Pescarmona, que concorreu à presidência do Palmeiras na última eleição do clube, no final de 2014, pleito vencido por Paulo Nobre.

A obra na sede do Palmeiras também está envolvida na arbitragem entre o clube a construtora WTorre. Segundo a diretoria palmeirense, o prédio foi entregue em más condições pela empresa e por isso houve a necessidade de se desembolsar R$ 19 milhões em sua reforma.

Contatada pela coluna, a diretoria do Palmeiras preferiu não comentar o caso.  (Colaborou Thiago Ferri)



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