Clubes recebem apenas 40% dos cerca de R$ 750 mi arrecadados pelo PPV



Grande parte da verba do PPV é para pagar os custos das transmissões dos jogos nos canais pagos

Grande parte da verba do PPV é para pagar os custos das transmissões dos jogos nos canais pagos

A venda de pacotes de pay-per-view (PPV) do Brasileiro 2014 rendeu aos clubes uma verba de R$ 300 milhões para ser dividida conforme a audiência de cada time. Apesar da ajuda financeira, o valor correspondeu a apenas 40% dos cerca de R$ 750 milhões arrecadados pela Globosat com a transmissão das partidas em canais pagos. Sobre os 60% restantes da verba, a assessoria da programadora de TV explica que grande parte é para pagar os altos custos da transmissão (satélite, equipe, etc) e impostos.

Fatias do bolo
Como o PPV ganhou importância no orçamento dos clubes, muitos dirigentes já estão insatisfeitos por receberem menos da metade da verba total gerada pela venda de pacotes. Na divisão dos R$ 300 milhões ocorrida no início do ano, valor 6% acima do ano anterior, o Flamengo foi o que recebeu a maior fatia, R$ 45,5 milhões. Na sequência apareceram Corinthians, com R$ 38,4 milhões, e Cruzeiro, com R$ 24,5 milhões.

Divisão lá fora
Apesar do descontentamento dos dirigentes, a fatia repassada pela Globosat aos clubes se assemelha à praticada no mundo. Na luta “Mayweather x Pacquiao”, em maio, foram vendidos 4,4 milhões de pacotes de PPV, recorde em eventos esportivos (dados da SNL Kagan). Dos 423,7 milhões de dólares gerados, entre 30% e 40% da receita ficou com operadores multicanais, 7,5% com canais distribuidores, e o restante para impostos e dividido pelos boxeadores.

Torcida única
Apesar de tentar se desvencilhar de problemas envolvendo o clássico de domingo entre Fluminense e Vasco, a Ferj entende que a CBF tinha dado a melhor solução de momento para o jogo, que era a realização da partida com torcida única. Mas o Ministério Público entrou na história e as duas torcidas estão liberadas.

Vai mesmo?
A CBF garante que Marco Polo Del Nero irá à reunião do Comitê Executivo da Fifa, em Zurique, na próxima segunda–feira, 20. A cidade suíça foi o palco das prisões de dirigentes por corrupção, entre eles José Maria Marin, então vice de Del Nero. Por sua vez, a Fifa prefere não confirmar a presença do cartola brasileiro. Até porque Del Nero deixou a eleição da entidade, em maio, antes do evento começar.

Esticadinha
Mesmo com o calendário do ano que vem ainda sendo fechado, a CBF já avisou às federações que o número de datas para os Estaduais de 2016 serão 17. No entanto, a TV Globo negocia com a entidade para que esse número chegue a 18. No Rio, por exemplo, a Ferj deve anunciar o novo formato em 31 de julho. A tendência é que seja com 16 times divididos em dois grupos, com dois clubes subindo da Série B.

Palpite
Um antigo funcionário do Flamengo fez uma previsão negativa sobre o técnico do time pelo fato de Zico, o maior jogador da história do clube, ter afirmado que Cristovão Borges não conhece as características do elenco. Segundo esse funcionário, quando um ídolo bate de frente com o treinador, o professor em questão não dura muito no cargo.

Saiu de cena
O presidente do Vasco, Eurico Miranda, curiosamente não apareceu na CBF ontem para a reunião dos clubes da Série A. Eurico é figurinha carimbada na entidade, mas nem sequer enviou representante.

Curiosamente, com Eurico fora, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, foi um dos cinco escolhidos para representar a Primeira Divisão na Comissão Nacional dos Clubes.

Anteriormente, Peter já tinha rejeitado atuar no órgão, que tinha a presença de Eurico. Na ocasião, o presidente do Flu argumentou dizendo “estar com o foco na MP”.

Eurico também não foi à reunião que definiu esquema de policiamento do clássico contra o Flu, mas isso já era esperado. Mas enquanto os dois eventos ocorriam ontem, o cartola vascaíno andava por São Januário.

De Letra

“O passo principal foi dado, mas a corrida ainda não acabou”

Otávio Leite, deputado pelo PSDB–RJ e relator da MP do Profut, sobre a aprovação da MP do Profut pelo Senado.



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