Relator da MP do Profut diz que não abrirá mão da CND como querem os clubes



Relator da MP do Profut, deputado Otávio Leite se reunirá na manhã de hoje com dirigentes dos clubes para debater conteúdo do projeto de lei

Ponto que mais desagrada os dirigentes de futebol na reta final de discussões da Medida Provisória (MP) do Profut, a obrigação dos clubes de apresentar a Certidão Negativa de Débitos (CND) para disputarem um torneio dificilmente sairá do texto final do projeto de lei. Relator da MP, o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) afirma que a CND é “pressuposto básico” entre as contrapartidas para os clubes refinanciarem suas dívidas junto à União. “Não tem como tirar. Foi um ponto muito discutido por todos os envolvidos”, diz Leite.

De última hora
Dirigentes de ao menos quatro clubes estão confirmados para a reunião de hoje, em Brasília, com o relator da MP do Profut, Otávio Leite: Avaí, Vasco, Atlético-MG e Fluminense. Foi para ouvir a proposta dos dirigentes para o projeto de lei que o parlamentar decidiu suspender a reunião de ontem em que apresentaria o relatório final da MP do Profut para ser votada pela Comissão Mista. Agendado de última hora, o encontro com os clubes ocorrerá na sala da liderança do PSDB na Câmara.

Em que pé está?
O presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, deve ir hoje a Brasília, para debater no Congresso a aplicação dos recursos  e o andamento das obras para os Jogos Rio-2016. Além de Nuzman, foram convidados o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, e a subsecretária do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Vânia Dias de Miranda.

Estão de olho
O convite a Carlos Arthur Nuzman para o debate em Brasília sobre o andamento das obras dos Jogos Rio-2016 foi um pedido dos deputados Ezequiel Teixeira (SD-RJ) e Valtenir Pereira (Pros-MT), que fazem parte da subcomissão permanente que acompanha e fiscaliza os preparativos para o evento esportivo.

No mesmo caminho
Preocupada com a dívida atual do clube, que está na casa dos R$ 200 milhões, a diretoria do São Paulo estuda meios de evitar o comprometimento das finanças futuras, entre elas, o de antecipar receitas de outros mandatos. Dirigentes apontam o Flamengo como exemplo, que há dois meses aprovou a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Acordo ampliado
Responsável pela loja virtual do San Lorenzo, o e-commerce Netshoes ampliou a parceria com o clube argentino. A empresa irá coordenar a fabricação e design da marca própria do time, a Soy Cuervo, que terá três linhas casuais de roupas e acessórios. O lançamento contou com um vídeo com a participação do meia Romagnoli e o atacante Romeo, ídolos do clube, e do presidente Matías Lammens. Os depoimentos foram gravados no bairro de Boedo, em Buenos Aires, onde o clube foi fundado.

Patrocínio
Rede de franquias especializada na locação de equipamentos para a construção civil, a Casa do Construtor fechou acordo de patrocínio para as Séries B e C do Brasileirão. A marca estará em placas no centro e atrás dos gols, além de peças de publicidade ao lado das traves de todos os jogos dos torneios.

Sem direito
As franquias esportivas dos EUA são sempre citadas como exemplo em exploração comercial, principalmente envolvendo naming rights de estádios e arenas.

Enquanto no Brasil a briga é para a mídia divulgar o nome de seus parceiros, o time de basquete Philadelphia 76ers briga para não falar a empresa que nomeia seu ginásio, o Wells Fargo Center.

Em comunicado, os 76ers explicam que o banco “optou por não ser um parceiro da franquia”, pois o acordo foi com a Comcast-Spectacor, que opera a arena do time.

Além de não citar o nome do banco, os 76ers também comunicaram as emissoras de TV que transmitem a NBA a fazerem o mesmo.

Seria o mesmo que o Palmeiras não falar Allianz Parque para se referir ao seu estádio, pois o acordo da seguradora é com a WTorre.

De Letra

“Agora os shorts são mais curtos, os cabelos são bem feitos. Não são mulheres vestidas como homens”

Marco Aurélio Cunha, coordenador de futebol feminino da CBF, explicando o maior interesse pela modalidade para jornal canadense “The Globe and Mail”.



  • Ivan Mauri Tourino

    O Relator está correto. Abrindo mão da CND, os times continuarão a farra dos gastos e comprometimentos de dívidas “impagáveis”.
    O Flamengo passou 2 ANOS NA RUA DA AMARGURA, sofremos o que o diabo amassou, fomos achicalhados por todos até a imprensa fez gozações com o Bandeira de Mello . No entanto, o sucesso do FLAMENGO para tristeza dos inimigos, deu certo hoje, estamos com a CND em dia, quitações com o fisco corretas, salários em dia então, que os outros clubes façam o mesmo e ou se FODAM

    • Julio Cezar de Carvalho

      Ninguém vai aos estádios para comemorar faturas pagas ou CND na mão. O sucesso do Flamengo está fazendo água e os dirigentes já estão metendo os pés pelas mãos, haja vista a contratação do Sheik em final de carreira.

    • o flamengo ainda deve 780 milhoes entao parem com essa falacea de que quitaram a divida

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