Desemprego atinge 1/3 dos executivos de futebol



Presidente da Abex, Ocimar Bolicenho diz que profissionais atuam “sem o mínimo de preparo e conhecimento”.

A crise financeira que atinge os clubes e a falta de profissionalização dos departamentos de futebol têm deixado um terço dos profissionais filiados na Associação Brasileira de Executivos de Futebol (Abex) sem emprego. No total, são 65 executivos que têm a chancela da entidade, sendo que 21 deles aparecem como “disponível no mercado”, segundo o site da Abex. Entre eles estão Humberto Coelho Filho, que atuou no Fluminense durante o título brasileiro de 2010, e Newton Drummond, ex-Vitória e Internacional.

Sem qualificação
Segundo Ocimar Bolicenho, presidente da Abex, o amadorismo em que ainda vive o futebol brasileiro é a principal causa da alta taxa de profissionais disponíveis no mercado. “Os clubes ainda preferem admitir os ‘amigos do rei’ em vez de contratar um profissional com um currículo adequado para a função”, diz Bolicenho, citando que a grande maioria dos executivos que atuam hoje desempenham a função “sem o mínimo de preparo e conhecimento”.

Mais tempo
A Comissão de análise da Medida Provisória (MP) do Profut tem avaliado a extensão do prazo máximo de 240 meses para os clubes parcelarem suas dívidas fiscais caso optem por aderir à medida. Esse foi um dos pontos que os dirigentes dos clubes mais reclamaram durante as audiências públicas realizadas na semana passada para debater o projeto.

Muito caro
Outro ponto que a Comissão de análise da MP do Profut deve modificar do texto original é em relação à cláusula que impõe a necessidade de uma auditoria independente avaliar as atividades do clube. Dirigentes dos clubes pequenos apontaram que o custo médio de R$ 40 mil para a contratação desse trabalho irá pesar muito no orçamento da temporada, que chega a ser de R$ 100 mil.

Joia de saída
Destaque do Corinthians na Copa São Paulo, o meia Matheus Cassini está de malas prontas para a Itália. Sem ser aproveitado por Tite, o jovem de 19 anos deve ser vendido por 1,5 milhão de euros pelo clube, que detém 70% dos direitos econômicos do atleta (cerca de R$ 3 milhões). Os outros 30% pertencem à empresa Art Sports. Apesar do destaque no torneio júnior, Cassini não foi inscrito em nenhum torneio profissional pelo Corinthians.

Ausentes
Na reunião de ontem que debateu as novas medidas de segurança para combater a violência nos estádios, os presidentes dos quatro clubes eram esperados para o encontro mas apenas o VP do Palmeiras, Genaro Marino, compareceu. Questionado sobre as ausências, o secretário da Segurança Pública de SP, Alexandre de Moraes, afirmou que todos haviam confirmado presença. “Deve ter sido o trânsito”, respondeu o secretário.

No octógono
O lutador Vitor Belfort entrará no octógono do UFC no próximo sábado, 23, contra Chris Weidman, com um novo patrocinador. O e-commerce Netshoes fechou acordo para estampar sua marca na camiseta e calção que Belfort usará no evento, que ocorre em Las Vegas.

Sem sentido
Desde que a MP do Profut foi divulgada, há dois meses, muitos questionaram a constitucionalidade do projeto por conta da intervenção do governo na gestão da CBF.

Ontem, entretanto, o advogado tributarista José Roberto Cortez protocolou no Congresso um parecer contra a medida alegando ser inconstitucional, mas por outro motivo.

Segundo ele, os clubes são sociedades civis, sem fins lucrativos, e por isso não podem sofrer cobrança de impostos empresariais.

Ele argumenta que “não existe qualquer legislação que estabeleça que os clubes exerçam atividades profissionais pois quem são profissionais são os jogadores”.

E tentativas anteriores de profissionalização, como a Lei Pelé, possibilitaram aos clubes virarem empresas mas não vingaram.

De Letra

“Estamos pensando em um caminho para abrandar esse prazo”

Otávio Leite, deputado federal (PSDB-RJ) e relator da MP do Profut, sobre a possibilidade de aumentar o prazo máximo de 20 anos para os clubes quitarem suas dívidas fiscais.



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