Parcelamento da dívida dos clubes emperra MP do governo



Número de parcelas para o pagamento da dívida fiscal dos clubes que será inserido na MP ainda não foi estabelecido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy

Previsto para o início de março, o texto da Medida Provisória (MP) do governo que promete modernizar o futebol ainda não está pronto. No momento, o debate está parado no Ministério da Fazenda, que ainda estuda o melhor número de parcelas para o pagamento da dívida fiscal dos clubes, estimada em R$ 4 bilhões. Na visão do governo, o parcelamento tem que ser atrativo para que os clubes possam aderir à medida. Na Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE), o prazo deve ser de 20 anos.

Comissão de frente
Apesar da maioria dos deputados ter votado a favor da LRFE na Câmara, o governo avalia que a votação da última quinta, 26, não é parâmetro para a apreciação do projeto de lei na próxima semana pelos parlamentares. Entretanto, o governo colocou uma equipe formada por representantes dos ministérios do Esporte, Casa Civil e Relações Institucionais para se reunirem com os deputados até a próxima terça, 3, para tentar brecar o projeto de lei no Congresso.

Vale ou não vale?
Caso a LRFE seja aprovado na Câmara, o governo já sinaliza que vetará a medida por irregularidade no projeto de lei. O argumento é que a proposta de alterar tributos não cabe ao Poder Legislativo e sim ao Executivo. Sobre essa iniciativa do governo, o deputado Otávio Leite, relator da LRFE, diz que centenas de leis que saíram da Câmara propondo mudanças na carga tributária já foram sancionadas pelo governo.

Time em campo
Com o debate da LRFE na Câmara, um grande número de cartolas e representantes de entidades ligadas ao futebol devem ir a Brasília para acompanhar o trâmite do projeto. Os presidentes de Flamengo, Botafogo e Internacional, além do movimento Bom Senso, estarão presentes na capital federal na próxima semana.

Mês no vermelho
O Palmeiras começou o ano devendo. O clube fechou o mês de janeiro com um déficit de R$ 5,3 milhões, sendo R$ 16,1 milhões de receita e R$ 21,4 milhões de despesas. Fora o departamento de futebol, responsável por R$ 17,1 milhões dos custos, chama a atenção as despesas de quase R$ 175 mil com “Projeto Arena” e outros R$ 17 mil com “Patinação”. No período, o departamento de futebol do clube foi deficitário em R$ 4,3 milhões.

Início promissor
O Futebol Card comemora o início da parceria com a Caixa em que sócios-torcedores poderão comprar ingressos nas 13 mil lotéricas do país. Mesmo sem divulgação, no primeiro dia que o serviço foi disponibilizado os associados do Palmeiras, na última quinta, mais de 200 ingressos foram vendidos. O clube serviu de teste para o serviço, que também incluirá Botafogo, Avaí, Figueirense, Sport e Coritiba, além dos outros três clubes do Rio para jogos no Estádio Nilton Santos.

Acordo fechado
O laboratório EMS fechou patrocínio com o Náutico para estampar sua marca na região do ombro das camisas até dezembro deste ano. A estreia da parceria será no clássico contra o Santa Cruz, amanhã, na Arena Pernambuco.

Trio de Ferro
Corinthians, Palmeiras e São Paulo são conhecidos como Trio de Ferro, que refere-se à força dos três times da capital paulista dentro dos gramados.

A denominação, entretanto, também serve atualmente para o que o grupo tem alcançado com os seus programas de sócios-torcedores.

Em fevereiro, o grupo somado deve fechar com aumento de 27 mil  associados, cinco vezes mais que a soma dos principais clubes de Minas Gerais (3.565), Rio (1.050) e Rio Grande do Sul (660) tiveram de aumento.

O grande destaque do Trio de Ferro é o Palmeiras, que neste mês somou 10,5 mil novos sócios contra cerca de 9,9 mil do Corinthians e 7 mil do São Paulo.

Em janeiro, o Palmeiras também foi líder no país com 29 mil novos associados, batendo o rival Corinthians que teve 21,5 mil.

De Letra

“Bastou o projeto chegar ao Plenário para o governo aparecer”

Otávio Leite, deputado e relator da LRFE, sobre a iniciativa do governo de se reunir com os parlamentares para tentar brecar o projeto de lei na Câmara.



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