Entidades retêm 15% da renda do Corinthians na Libertadores



Com 36 mil torcedores, renda bruta do jogo do Corinthians foi de R$ 2,4 milhões (crédito Nelson Almeida/AFP)

Com 36 mil torcedores, renda bruta do jogo do Corinthians foi de R$ 2,4 milhões (crédito Nelson Almeida/AFP)

O Corinthians atingiu uma renda bruta de R$ 2,43 milhões na última quarta-feira, 4, contra o Once Caldas, em jogo válido pela Copa Libertadores. Mas 15% do total, ou R$ 365,5 mil, foi retido por duas entidades: a Conmebol, que abocanhou 10% do arrecadado com a bilheteria (ou R$ 243,7mil) e a Federação Paulista de Futebol (FPF), que mesmo sendo um torneio sul-americano ficou com 5% da renda da partida (ou R$ 121,8 mil). No Brasileiro de 2014, a FPF reteve R$ 1,9 milhão do Corinthians em taxas.

Ajustes
Os serviços e produtos oferecidos na Arena Corinthians ainda estão sendo ajustados pelo clube e a Diverti Arena, empresa que adquiriu por 10 anos os direitos de operar a parte de alimentação do estádio por R$ 40 milhões. Por jogo, são cerca de 30 locais que vendem entre sanduíches, salgadinhos e bebida. Os responsáveis têm dado atenção especial para os ambulantes que fazem a venda direta com o torcedor, que atualmente são responsáveis por metade dos alimentos comercializados na Arena.

Marca no clássico
Sem uma definição para o patrocínio máster de sua camisa, o Corinthians manterá a marca da Caixa para o clássico contra o Palmeiras, no domingo, mesmo sem ter mais contrato com o banco desde o último sábado, 31. Mesmo com o fim do acordo, o clube manteve o patrocínio da Caixa nas estreias do Paulista e da Copa Libertadores ao longo desta semana.

Ação em branco
Após optar por marcas próprias para ocupar o espaço destinado ao patrocinador máster, o Santos iniciou a temporada jogando com o uniforme em branco. A iniciativa é uma estratégia do clube de chamar a atenção do mercado para o espaço em sua camisa. Marcas como a Santos TV e o programa Sócio Rei estamparam a camisa do clube em 2014.

Mais problemas
Em crise, a Portuguesa foi acionada nesta semana na Justiça por quatro jogadores que defenderam o time em 2014. Com os processos, o clube pode ser condenado a pagar R$ 1,5 milhão por problemas trabalhistas como o atraso de seis meses de salário e não recolhimento de FGTS. As ações são do lateral Arnaldo (Penapolense), do volante Diego Silva (XV de Piracicaba), do atacante Serginho (Linense) e do meia Djalminha (URT-MG).

Direitos em jogo
O caso mais grave é o do atacante Serginho, que também aciona a Portuguesa por seguro obrigatório, estabilidade provisória, indenização por acidente de trabalho e dano moral por ter sido pego no exame antidoping por uma medicação dada pelo próprio clube. O processo do atleta gira em torno de R$ 1 milhão. Dos quatro casos, três já têm audiências agendadas até junho.

Concorrência
Três cidades brigam para sediar o Jogo das Estrelas do NBB deste ano: Mogi das Cruzes-SP, Franca-SP e Belo Horizonte-MG. A partida, em que uma seleção de atletas brasileiros enfrenta um selecionado de estrangeiros, será no dia 8 de março. A Liga Nacional de Basquete (LNB), que organiza o NBB, decidirá o local nos próximos dias.

Tá explicado
Na volta do Flamengo ao Maracanã, os rubros-negros tiveram que enfrentar mais de 1 hora de fila nas bilheterias para conseguir ver o jogo contra o Barra Mansa.

O clube diz que a operação foi improvisada por conta do imbróglio com a Ferj envolvendo os preços.

Já a Ferj, através de sua assessoria, diz que não tem responsabilidade na venda de ingressos e aponta o Consórcio Maracanã como operador das bilheterias.

Em nota, a assessoria do estádio aponta que os 47 guichês colocados para o jogo foram dimensionados de acordo com a expectativa de público da Ferj, que era de 15 mil pessoas (jogo teve 12.933 pagantes).

E que, apesar da venda ter sido iniciada dias antes através de cinco postos, oito mil ingressos foram vendidos momentos antes da partida, fato que gerou o aumento de fluxo nas bilheterias.

De Letra

“Diante de tudo o que aconteceu, a operação acabou sendo improvisada”

Fred Luz, diretor do Flamengo, sobre os problemas enfrentados pela torcida para comprar ingresso na última quarta por conta da crise com a Ferj.



  • ale

    É inadmissível dar dinheiro pra federação paulista, nao faz nada e ainda tira dinheiro dos clubes.
    O futebol tem q mudar.

    • José Henrique

      Isso nem taxa é. Está mais para dízimo.

  • Renato Fábriga

    não entendo a razão nos dias atuais da subordinação dos clubes grandes do Brasil a uma federação regional… são cabides de emprego, na realidade, e mais um instrumento de arrecadação. no caso de clubes menores, com representatividade regional apenas, até faz sentido, mas no âmbito nacional e continental, com citado na nota acima, não tem o menor cabimento um clube grande se submeter a uma federação regional. por que não centralizam tudo na CBF? claro, enquanto existirem os estaduais, esses clubes deverão prestar contas às federações regionais, mas é exatamente essa a questão; o que a FPF faz que a CBF não poderia fazer? o que a FPF fez com relação ao jogo do Corinthians pela Libertadores? duvido que tenha sido algo relevante, ou algo que a CBF não pudesse e não devesse fazer. e levou, a FPF, 120 mil! é um senhor negócio essas federações!

  • diego souza

    ate quando os clube vao continuar a sustenta essas entidades??

  • Nivaldo

    Negocio e o Andres entrar na federação paulista e implodir a federação também e depois criar uma liga.

    • charlie

      É isso mesmo… é roubo a mao armada…UMA LIGA .faz tabelas , ju8izes sao profisinalizados…

  • Ricki deMarco

    Quero só ver o que a Federação Porcaria de Futebol vai fazer, quando o Timão for garfado “de novo” na Libertadores, como foi contra o Boca Juniors. Já que abocanha 5% dos ganhos é OBRIGADO a fazer alguma coisa: Cobrar a CONMEBOL, botar o juíz no Camburão pra não morrer, fazer uma pressão pra juíz não roubar. Se o meu cachorro ver alguma coisa estranha fora da minha casa, ele late. Ele defende os 5% dele (comida e cobertor) dentro da casa; e a FPF, faz o que pelos clubes paulistas? É capaz do meu cachorro mais ser merecedor dos 5% de renda dos clubes do que a FPF, que nada faz.

  • nivaldo

    OBS….o resto do dinheiro não vai para o Corinthians e sim para construtora q fez o estadio…

MaisRecentes

Levir Culpi x Fluminense: processo vira segredo de Justiça



Continue Lendo

Copa América-2019: Impasse contratual aumenta atraso na organização



Continue Lendo

‘Momento é delicado e precisamos reorganizar o esporte’, avalia João Derly



Continue Lendo