Clubes ignoram Bom Senso e fogem de responsabilidade fiscal



A proposta final elaborada pelos clubes para a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte deixou de fora a alteração do Estatuto do Torcedor necessária para que as punições técnicas estejam amparadas na lei. Segundo o Estatuto, somente critérios técnicos podem ser usados para punir esportivamente as equipes.

Para o Bom Senso FC, se não houver a modificação no documento, os clubes que eventualmente sejam punidos poderão recorrer à Justiça Comum para reverter a punição, o que comprometeria a efetividade da lei. O grupo se reuniu com o Ministério do Esporte nesta quarta-feira, com o intuito de debater pontos de discordância, mas os cartolas não comparecerem, alegando que já fecharam as negociações.

A decisão dos clubes reforçou entre os dirigentes do Bom Senso FC a ideia de que os cartolas não querem dar as contrapartidas de Fair Play Financeiro para a renegociação da dívidas. Os dirigentes também deixaram de lado a proposta de proibir a antecipação de receitas que não seja usada para o aumento do ativo do clube. Na proposta da cartolagem, todo ‘passivo oneroso’ seria motivo para antecipar receitas.



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