Pacote trava pleito do Timão em dezembro



O veto de conselheiros do Corinthians à proposta de Mário Gobbi de antecipar as eleições de fevereiro para dezembro foi causado pela votação única de três medidas. Além da data da eleição, a reforma estatutária incluía o fim do ‘chapão’, denominação para a escolha de um bloco de conselheiros e não individualmente, e diminuição de 6 para 3 anos previsto para um ex-presidente voltar a se candidatar ao cargo. Segundo conselheiros, a antecipação do pleito teria sido aprovada em uma votação separada.

Entre os que votaram contra a antecipação da data das eleições está Andrés Sanchez, aliado político de Gobbi. Além de não aprovar o pacote de mudanças, Sanchez articulou para que conselheiros da situação votassem contra a medida para mostrar poder sobre o atual presidente. Em entrevista à ESPN, Gobbi citou que ‘o fogo amigo de uma facção’ impediu a reforma proposta por ele. A antecipação do pleito evitaria o percalço corintiano de ficar sem técnico durante o mês de janeiro.

Ataque
Além de acusar Luiz Gonzaga Belluzzo de ter deixado um déficit de R$ 1,3 milhão no programa Avanti, Mustafá Contursi diz ainda que Belluzzo chamou de ‘parceria’ um empréstimo de R$ 300 mil junto ao Bradesco para financiar o programa de sócios do Palmeiras. E que as parcelas do empréstimo estão sendo pagas até hoje pelo clube.

Contra-ataque
Belluzzo, entretanto, diz que reestruturou as dívidas do clube ao unificar vários empréstimos de curto prazo em um único valor para ser pago em cinco anos. Além disso, ressalta que o banco não é o Bradesco e sim o BMG. O valor renegociado em 2010 foi de R$ 40 milhões.

Correção
Diferentemente do publicado ontem nesta coluna, a palavra citada por Belluzzo foi ‘mixo’ e não ‘lixo’.
BOM SENSO?

O movimento Bom Senso FC não ficou feliz com a atitude dos clubes neste fim de negociações da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte.

O grupo costurou uma reunião com o Ministério do Esporte para discutir pontos finais da lei com os representantes dos clubes. Mas nenhum cartola foi a Brasília.

Os dirigentes dizem que já está tudo fechado e que a responsabilidade agora é do Congresso.

A notícia surpreende quem viu o grupo de mãos dadas com a CBF e os clubes há menos de dois meses anunciando um amplo consenso pela LRFE.

Desde então, com a chegada das eleições, o grupo parou de receber as respostas dos cartolas. Já desconfiavam da saída à francesa da cartolagem, mas evitavam se pronunciar.

Agora, o jogo mudou, e o clima deve esquentar.

DE LETRA

“Não concordo com o modelo de gestão do Odílio”

Nabil Khaznadar, candidato de situação, sobre as críticas ao suposto continuísmo de sua chapa eleitoral.



  • daniel costa

    estas pessoas nao estao pensando no corinthians e sim no seu dinheiro.É claro que as eleicoes devem ocorrer em dezembreo.Pois assim teremos tempo habil para reformar tudo no corinthians desde a diretoria ate os jogadores

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