Campanhas de Aécio e Dilma apoiam LRFE e democratização da CBF



A De Prima entrevistou os coordenadores de esporte de cada campanha – Otávio Leite, com o PSDB e Ricardo Cappelli com o PT – para saber o que as equipes de Dilma Roussef e Aécio Neves pensam sobre quatro temas de interesse para o esporte nacional: Democratização da CBF, Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, condições de trabalho dos atletas brasileiros e corrupção na Rio 2016. Confira abaixo.
Democratização na CBF
Para Ricardo Cappelli, coordenador da área de esportes da campanha de Dilma Rousseff, o “governo continuará o diálogo com setores do futebol para avançar na democratização do esporte”. Cappelli diz que o Governo seguiu esse caminho com a MP 620, que exige contrapartidas de clubes e federações que recebem isenção fiscal ou recursos federais.

O coordenador da área de esporte da campanha de Aécio Neves, deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ) diz que o PSDB é favorável à tributação da CBF, o que já foi proposto em projeto de lei do parlamentar em 2014. Para Leite, a transparência na CBF começa com a tributação e auditoria de suas contas.

Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte
A campanha petista diz que “aposta na aprovação da LRFE como um marco no futebol brasileiro”, mas afirma que caberá ao Congresso debater e aprovar a legislação que “alcance o objetivo de democratizar o futebol brasileiro”.

O coordenador tucano é relator do projeto de lei da LRFE e diz que é indispensável que o órgão fiscalizador do esporte seja incluído no texto da lei. O candidato Aécio Neves já declarou que a renegociação das dívidas é a melhor alternativa para melhorar o esporte nacional.

Condições de trabalho do jogador
Para Cappelli, a garantia de direitos trabalhistas para os atletas “passa pela aprovação da LRFE e do diálogo com jogadores e sindicatos”, e que o Governo tomará “todas as iniciativas que possam manter os times menores em atividade o ano inteiro”.

Para a equipe de Aécio Neves, é preciso “compatibilizar os direitos dos jogadores com os interesses dos clubes, sobretudos os formadores”. Coordenador tucano diz que a Lei Pelé pode sofrer alteração.

Corrupção na Rio 2016
A coordenação petista diz que o País “tem uma legislação forte de defesa do consumidor, uma força policial capacitada e uma Justiça preparada para tomar as medidas necessárias”. Para exemplificar, Cappelli cita a operação da PF que deflagrou a máfia dos ingressos durante a Copa do Mundo.

Já em um eventual governo de Aécio Neves, o Governo irá “defender o consumidor, seja brasileiro ou estrangeiro”. Para a Rio-2016, Leite diz ser “imprescindível uma checagem profunda no procedimento de venda dos ingressos.”

POLÍTICOS E CARTOLAS

Dilma Rousseff e Aécio Neves se relacionam de forma diferente com a cartolagem brasileira.

Diferentemente de seu antecessor, Rousseff trata com distância a CBF, sobretudo após Ricardo Teixeira se envolver em um escândalo que lhe custou a coroa do futebol nacional em 2012. O cálculo da petista é que a relação com o cartola seria negativa.

Por outro lado, recebeu o Bom Senso e a cartolagem em Brasília.

Já o candidato Aécio Neves tem uma relação mais próxima da cartolagem. É amigo pessoal de Ricardo Teixeira e de Zezé Perella, ex-presidente do Cruzeiro e ex-senador.

Outro amigo e aliado de Neves é José Maria Marin, que foi deixado de lado por Rousseff e declarou voto no tucano, o que não foi bem recebido entre o staff do candidato.

 



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