Em carta, Belluzzo rebate investigação interna: ‘Comédia italiana’



O ex-presidente palmeirense Luiz Gonzaga Belluzzo rebateu as investigações da Comissão de Sindicância do clube, em carta enviada ao presidente do órgão, o conselheiro Flávio L. Amadei. Belluzzo é invstigado por supostos erros de gestão. A De Prima teve acesso ao conteúdo da mensagem, na qual Belluzo chama o relatório do caso de o “o mais novo exemplar da Commedia dell’arte italiana”.

Na defesa, Belluzzo rebate cada uma das acusações da sindicância, e atribui à investigação “inépcia e malícia em uma tentativa de macular a minha reputação”. Confira abaixo um resumo das respostas do ex-presidente.

Reengenharia financeira
Belluzzo afirma que não houve novo empréstimo, e sim uma “rolagem” da dívida. Em outras palavras, o dirigente renegociou a dívida do clube para aliviar o caixa da instituição, e que a ação prescindia de aprovação no Conselho Fiscal.

Contratação de Valdívia
O ex-presidente diz que a Comissão de Sindicância não tem competência para determinar se a contratação foi benéfica ao clube, mas argumenta que até hoje o atleta continua no clube. Além disso, afirma que teve transparência total com os contratos do jogador chileno.

Inobservância das orientações do COF
Acusado de não cumprir orientações do Conselho Fiscal, Belluzzo lembra que essas diretrizes não tem caráter vinculante, e que, portanto, não teria a obrigação de segui-las.

Não apresentação de auditoria externa ao COF.
O ex-dirigente argumenta o Estatuto não prevê a contratação de uma auditoria externa, mas que sua gestão dispôs desse instrumento.

Comprometimento de receitas futuras
Belluzzo afirma que não houve “qualquer antecipação de recebíveis futuros”, e atribui à gestão de Arnaldo Tirone as mudanças no balanço financeiro de 2010, alvo dessa investigação.

Não recolhimento de impostos
O ex-presidente palestrino diz que durante sua gestão o Palmeiras sempre teve as certidões negativas de débito.

Rescisão contratual com a Samsumg
Belluzzo diz que a rescisão foi regular, e que tentou uma renovação com a empresa, “infrutífera, porque os termos que impunha aquela companhia eram contrários aos interesse da SEP”.

Apresentação da mesma garantia para negócios diversos
O economista Belluzo cutuca a Comissão de Sindicância, irozinando que “a Comissão tem-se em alta conta. Crê-se mais capacitada para avaliar o risco de crédito da SEP do que os bancos e seus analistas”.



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