Parceiro do São Paulo tem decisão na Justiça por discriminação religiosa



Evento São Paulo Futebol Clube

O advogado Renan Lemos Villela, dono da empresa Buscas Serviços Digitais, que fechou a parceria anunciada hoje pelo São Paulo, e cinco empresas dele com sede em Porto Alegre são réus na Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul por discriminação religiosa. Segundo a denúncia, Villela forçou empregados de sua empresa a ir para o culto, sob a alegação de que precisavam “tirar o capeta”. Isso, segundo Villela, estaria prejudicando a produtividade no trabalho.

O TRT do Rio Grande do Sul expediu liminar no início de fevereiro mandando Villela e as empresas de parar qualquer ação de discriminação sob pena de ser condenado a pagar R$ 10 mil a cada funcionário para cada vez que tiver de ir ao culto sob coação. A ação principal, que pede reparação, ainda corre no TRT.

Na denúncia, Villela, que na apresentação da parceria no Morumbi se referiu ao Tricolor como “Sport Clube São Paulo”, usando a designação do Internacional e do Corinthians, teria dito em público nas suas empresas que quem não acredita em Jesus está possuído pelo demônio.

A assessoria de imprensa do Grupo Villela se defendeu das acusações em uma nota oficial. Confira:

“O Grupo Villela nestes 9 anos de atuação,  não tem qualquer denúncia no Ministério Público do Trabalho ( MPT ) e nos últimos anos, duas auditorias foram realizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).  Nessas duas visitas citadas, que aconteceram em 2012 e 2013 não foram encontradas nenhuma irregularidade.

Essa Ação Civil Pública ( ACP ) teve decisão liminar favorável ao Ministério Público do Trabalho ( MPT ) e tem como base denúncias feitas por ex-empregados do Grupo. A liminar não poderia se tornar pública porque isto sequer foi pedido pelo MPT. O Juiz não deferiu ao MPT qualquer direito à publicação sobre o processo e o Grupo Villela ainda não teve a oportunidade de apresentar qualquer mecanismo de defesa no mesmo. Até o momento é uma ação unilateral, da qual a empresa sequer foi avisada ou teve chance de defender-se. Além de tudo isso, essa liminar determina que o Grupo não tenha atitudes discriminatórias, as quais nunca foram feitas, assim, não causam nenhum ônus à empresa.”

 



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