Sem piscina e com privilégios ameaçados, conselheiros inflam oposição no Flamengo



A política da diretoria do Flamengo de cortar gastos na área social e valorizar os sócios-torcedores está gerando uma revolta dos associados, especialmente os sócios-proprietários, que sempre agiram e foram tratados como donos do Flamengo.

Sócios com cadeira garantida no Conselho e os únicos que podem virar presidentes, os proprietários estão revoltados com o que consideram uma perda de prestígio no clube. Segundo eles, a diretoria privilegia os sócios-torcedores, que nem associados são. Apesar do nome, são torcedores-consumidores.

Mas, pelas regras do ST, eles têm prioridade na compra de ingresso. Os sócios-proprietários não têm, se não aderirem ao ST.

Por isso, diferentes grupos de sócios-proprietários estão se unindo em torno da defesa de seu status. Até grupos que eram neutros ou discretamente pró-diretoria também estão aderindo ao movimento.

A ala liderada por Leonardo Ribeiro, que durante grande parte do ano passado, votava sozinho em muitas decisões e era criticado até por partidários de Patrícia Amorim, a cuja administração deu sustentação e até recebeu alguns cargos, agora recebe elogios.

A origem da divergência vem do próprio ideário dos atuais dirigentes. Em 2012, a então Chapa Azul, após ser eleita, decidiu fazer uma gestão oposta à de Patrícia Amorim (2009-12). Enquanto essa ficou conhecida como a “presidente do Parquinho”, quando a reforma do parque infantil se transformou no símbolo de uma administração voltada para a reforma da Gávea e o atendimento aos sócios que frequentavam o clube, enquanto deixava o futebol e as finanças em descontrole, a nova diretoria inverteu o foco.

Elegeu as finanças a prioridade número um, apostando que o clube só poderia ter um crescimento sustentável depois de quitar boa parte das dívidas.
Colocou o futebol com segunda prioridade e o clube social, em terceiro. O raciocínio era que, por um lado deveria evitar os vexames em campo que minaram o apoio a Amorim. Por outro, o futebol poderia trazer aumento de receita, ao contrário do clube.

A promessa de uma gestão racional deu à Chapa Azul teve uma vitória esmagadora nas últimas eleições. Mas agora que ela tenta cumprir o programa -os que têm de pagar a conta se rebela,. Com a ajuda dos conselheiros eleitos, é provável que a diretoria, consiga manter a maioria no Conselho. Mas a hegemonia que existia deve desaparecer, ao menos por algum tempo.

 



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